quinta-feira, 11 de maio de 2017

Biografia de Domenico Pellegrini

Pintor italiano

Nasceu em Galliera di Bassano, Pádua, em 19 de Março de 1759;
morreu em Roma em 4 de Março de 1840.

Estudou na Academia de Belas Artes de Veneza, sendo discípulo de Lodovico Gallina. Ganhou os primeiros prémios em 1782 e 1784, tornando-se um retratista pela influência de Alessandro Longhi, o mais importante retratista veneziano do seu tempo. Amigo e protegido do escultor Antonio Canova, seu conterrâneo e um dos principais expoentes do neo-classicismo, completou a sua educação artística em Roma com o pintor Domenico Corvi, sendo influenciado por isso pelo estilo classisante de Anton Raphael Mengs. Em Roma expôs em 1788 o seu quadro Rinaldo e Armida.

Começou então a viajar. Em 1789 estava em Paris, e no ano seguinte irá estabelecer-se em Nápoles, onde pintou bastantes retratos, em concorrência com a pintora francesa Elisabeth Vigée Le Brun que vivia em Nápoles desde Abril de 1790, e onde se manterá até Abril de 1792. Pellegrini saiu de Nápoles nesse mesmo ano indo-se para Londres. Na capital britânica viverá até 1803, tendo trabalhado muito e ganho bastante, sendo influenciado pelos grandes retratistas britânicos, sir Joshua Reynolds, que já que tinha morrido quando o pintor veneziano chegou, e George Romney, que morreria em 1802. Em Londres, foi protegido pelo gravador florentino Francesco Bartolozzi, que retratou num belíssimo quadro actualmente na Academia de Veneza.

Por recomendação de Bartolozzi, estabeleceu-se em Portugal em 1803, tendo vivido em Portugal até 1810, onde continuou a sua actividade de retratista da aristocracia e personagens importantes do país, tendo pintado também, em 1805, Laura Junot  por um brevíssimo momento embaixatriz de França em Lisboa, a célebre memorialista Duquesa de Abrantes. Em 1812 estava de novo em Londres, residindo mais tarde sucessivamente em Paris, Veneza e Nápoles, até que por volta de 1820 estabeleceu-se definitivamente em Roma.

Em 1837 foi nomeado para a Academia de São Lucas, à qual se afeiçoou tanto que lhe deixou em testamento todos os seus bens, para que com esse dinheiro se instituísse um prémio para jovens artistas.

Fonte:
Enciclopedia Italiana, Vol.XXVI

terça-feira, 9 de maio de 2017

Biografia de Rembrandt Peale

Importante pintor americano de meados do século XIX.
Nasceu no Condado de Bucks, Pensilvânia, E.U.A. em 22 de Fevereiro de 1778;
morreu em Filadélfia, Pensilvânia, E.U.A. em 3 de Outubro de 1867.

Pintor, director de Museu e escritor, filho do artista e proprietário de museus Charles Wilson Peale e da sua primeira mulher Rachel Brewer, irmão de Rubens, Raphaelle e Titian Peale, começou a pintar muito novo terminando um Auto-retrato aos 13 anos de idade e um retrato de George Washington (1795) aos 17.

A carreira de Rembrandt Peale desenvolveu-se em quatro períodos. O primeiro inclui os seus primeiros retratos, como o simpático Rubens Peale with a Geranium, de 1801 e os dois retratos de Thomas Jefferson, de 1800 e 1805, que mostram a influência  do seu pai e dos estudos realizados em Inglaterra, na Royal Academy, em 1802 e 1803. Os quadros pintados a seguir ao seu regresso de França em 1810 são mais cuidados e neo-clássicos devido à influência de Jacques-Louis David. Deste período são os retratos de Joseph Louis Gay-Lussac, de 1810, Isaac McKim, de 1815 e o do General Samuel Smith, de 1817.

No terceiro período, Rembrant Peale tentou estabelecer a sua reputação artística com a produção de obras de carácter histórico, como The Roman Daughter, de 1811, ou heróico como o George Washington, Patriae Pater, de 1824, e o ambicioso The Court of Death, de 1820 assim como com os retratos sumptuosos das suas filhas, The Sisters, Eleanor and Rosalba Pearle, de 1826. No começo da década de 40 Rembrandt Peale concentrou-se na produção de cópias do seu Washington, tirando partido de ser o único artista existente na época que tinha pintado o presidente ao vivo, e de obras dos Mestres antigos.

Aspirando permanentemente à grandeza, a vida de Rembrandt foi marcada pelo seu carácter itinerante, de Filadelfia para Baltimore, de Nova Iorque para Boston, passando por Washington e Charleston, à procura de encomendas, e para a Europa à procura de inspiração. 

De 1795 a 1798, foi a Charleston, Baltimore e Nova Iorque realizando retratos para o Museu do pai. Em 1798 e 1799 trabalhou como artista itinerante no estado do Maryland. Em 1801 ajudou o pai a desenterrar as ossadas de mamíferos pré-históricos, em Newburgh, no estado de Nova Iorque, que levou para serem exibidos a Inglaterra no ano seguinte. Em 1808 e de novo em 1809 e 1810 esteve em Paris, pintando artistas e cientistas franceses para a colecção paterna. De 1813 a 1822 dirigiu o Museu de Baltimore, onde já tinha estado de 1796 a 1798, mas a instituição foi desleixada devido ao seu interesse em introduzir a iluminação a gás na cidade. Esteve em Itália de 1828 a 1830, onde copiou quadros dos antigos Mestres italianos, para coleccionadores americanos, e em 1832 - 1833 esteve de novo em Inglaterra.

Escreveu poesia, relatos de viagem, como as suas Notes on Italy, de 1835 e um manual de desenho. Em 1839 publicou The Portfolio of an Artist, e de 1855 a 1859 escreveu as suas recordações no The Crayon: A Journal Devoted to the Graphic Arts and the Literature Related to Them, publicado em Nova Iorque de 1855 a 1861.

Apesar da desigualdade do seu trabalho e de algum sentimentalismo, sobretudo nos seus últimos retratos, Peale é um importante artista americano de meados do século XIX. brilhante na utilização da côr e senhor de uma técnica invejável, revela os seus dons extraordinários nos retratos da família e de amigos. As muitas réplicas do seu Washington e o seu monumental quadro Washington before Baltimore, pintado de 1824 a 1825, tornaram-se obras de referência da pintura americana, assim como exemplos do neo-classicismo americano

Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Vol. 24, Nova Iorque e Londres, Grove, 1996, págs. 303-304.




domingo, 7 de maio de 2017

Biografia de Jean-Marc Nattier

Pintor rococo francês 

Nasceu em Paris (França),  em 17 de Março de 1685;
e morreu na mesma cidade em 7 de Novembro de 1766.

Foi instruído inicialmente pelo seu pai, o retratista Marc Nattier (c.1642-1705), e depois pelo seu tio, o pintor histórico Jean Jouvenet. Inscreveu-se na Academia Real em 1703, tendo realizado uma série de desenhos com base nas pinturas de Peter Paul Rubens, expostas no palácio do Luxemburgo e conhecidas como o ciclo de Maria de Médicis. A publicação em 1710 de gravuras baseados nestes  desenhos tornou Nattier famoso. Em 1715 viajou para Amesterdão, tendo pintado o retrato do imperador russo Pedro I, e de sua mulher a imperatriz Catarina, recusou a oferta do Czar para se radicar na Rússia.

Nattier desejava especializar-se na pintura histórica, mas a crise financeira de 1720 em França, provocada pelos esquemas de John Law,  arruinou-o, sendo obrigado a virar-se para o retrato, devido a ser uma actividade mais lucrativa. Decidiu então re... o género do retrato alegórico, em que o retratado era apresentado enquanto uma figura mitológica. Os retratos graciosos de damas da corte de Luís XV de acordo com este método tornaram-se moda, até porque o retratado podia ser bastante  beneficiado sem perder a verosimilhança. Devido ao seu sucesso, tornou-se retratista oficial das quatro filhas do rei de França em 1745.Nesta função pintou as princesas várias vezes em inumeráveis situações.

Fonte:
Enciclopédia Britânica

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Biografia de Paul Nash

Pintor surrealista inglês. Um dos mais importantes
pintores britânicos do século XX.

Nasceu em Londres, em 11 de Maio de 1889; 
morreu em Boscombe, Hantshire, Inglaterra em 11 de Julho de 1946.

Filho dum famoso advogado londrino, estudou, na St. Paul's School e em 1910, durante um curto período de tempo na Slade School of Art, de Londres, sendo de facto um autodidacta. A sua primeira influência foi o pintor e gravador, politicamente radical, de finais do século XVIII e princípios do século XIX, William Blake. De facto, de 1910 a 1914 deu pouca atenção ao Pós-impressionismo e aos modernos movimentos artísiticos londrinos.
No princípio da Primeira Guerra Mundial, Nash alistou-se nos Artists Rifles, e foi enviado para a frente ocidental. Em 1916 foi promovido a tenente no regimento de Hampshire, tendo sido reformado devido a um acidente em Maio de 1917. Tendo desenhado muitos esboços durante o serviço em campanha, pintou uma série de quadros, em estilo abstracto e denotando influências cubistas, sobre a guerra que foram muito bem recebidos pela crítica, quando expostos em finais do ano. Devido a esta exposição o chefe da Repartição de Propaganda de Guerra recrutou Nash como artista de guerra, tendo-o enviado de regresso à frente ocidental em Novembro de 1917, onde pintou uma nova série de quadros. Mas o trabalho não lhe agradou, já que não se considerava um artista, mas sim «um mensageiro que transmite as declarações dos combatentes para aqueles que querem que a guerra continue para sempre. A minha mensagem será fraca e inconsistente mas será verdadeira, esperando que faça arder as suas miseráveis almas».

Depois da guerra, Nash experimentou o surrealismo e o abstraccionismo, tendo passado a ensinar no Royal College of Art, trabalhando também como designer, gravador e ilustrador de livros. Em 1933 foi um dos principais impulsionadores da organização da Unit One, grupo de artistas ingleses que incluía Ben Nicholson, Barbara Hepworth e Henry Moore, e que defendia os aspectos formais da arte. Em 1936 ajudou a organizar a primeira grande exposição surrealista de Londres, a International Surrealist Exhibition, em que também participou.

Durante a Segunda Guerra Mundial Paul Nash integrou o Ministério de Informação e o da Aviação, tendo pintado o célebre Battle of Britain e Totes Meer (Mar Morto).


Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Nova Iorque e Londres, Grove, 1996

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Biografia de Ernest Meissonier

Pintor histórico francês.
Nasceu em 21 de Fevereiro de 1815, em Lião, França

Morreu em 31 de Janeiro de 1891, em Paris

Tendo como nomes próprios Jean-Louis-Ernest, Meissonier foi um pintor e ilustrador francês de assuntos militares e históricos, especializando-se em batalhas Napoleónicas.  

Meissonier começou por estudar com Jules Potier, então a trabalhar no estúdio de Léon Cogniet.  Nos seus primeiros anos realizou muitas ilustrações para os editores Curmer e Hetzel, mas a partir de 1834, quando completou 19 anos, expôs  regularmente no Salão francês, tendo recebido, a partir de 1840 e ao longo dos tempos, as mais importantes condecorações e prémios oficiais. A maioria das pinturas de Meissonier têm uma dimensão reduzida e como tema principal assuntos militares ou pessoas inseridas num enquadramento histórico. 

A técnica minuciosa e escrupulosa de Meissonier teve origem fundamentalmente no estudo dos pintores holandeses do Século XVII, mas o tipo de aproximação documental dos seus estudos preparatórios, tanto dos trajes como das armaduras, assim como a sua observação da natureza (como a sua análise sistemática dos movimentos dos cavalos) liga-o ao Século XIX.  Entre os seus principais trabalhos estão Napoleão III em Solferino, de 1863,  e 1814,  de 1864, ambos comemorando  campanhas militares heróicas. Mas Meissonier não deixou de capturar também os horrores da guerra em trabalhos como Lembrança da guerra civil,  de 1848-49, quadro que descreve o momento em que os insurrectos parisienses de 1848 foram dizimados nas barricadas pela Guarda Nacional Republicana

Fonte:
Enciclopédia Britânica

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Biografia de Cesare Maccari

Pintor histórico italiano.

Nasceu em Siena, Itália, em 1840; 
morreu em Roma em 1919.

Estudou decoração no Instituto de Arte de Siena tendo observado o escultor Tito Sarrocchi (1824-1900) a trabalhar no seu estúdio. Tendo-se tornado amigo de Luigi Mussini (1813-1888), pintor que se estabeleceu em Siena em 1852, ao ser nomeado director da Academia de Belas Artes, e de Alessandro Franchi (1838-1914), um especialista na execução de frescos, decidiu dedicar-se à pintura. Ganhou uma bolsa de estudo e foi estudar para Roma, tendo ganho notoriedade com Fabiola, começando depois a trabalhar na decoração da igreja do Sudário.

De 1872 a 1882 trabalhou para comerciantes de arte famosos, como o parisiense Adolphe Goupil (1806-1893), tendo travado conhecimento em Paris com o famoso pintor espanhol Mariano Fortuny y Marsal (1838-1874). 

De 1882 a 1888 pintou frescos com cenas da história romana na «salla giala» do Senado de Roma. No Palazzo Pubblico de Siena - o actual Museu Cívico -  pintou também a fresco, em 1887, «A apresentação do Plebiscito a Vítor Manuel II» e «O funeral de Vítor Manuel II». 

Maccari esteve em contacto com o pintor Nino Costa (1826-1903), chefe do grupo «I XXV della Canpagna Romana» e participou nas exposições organizadas por paisagistas em Roma. É possível que também tenha exposto com o grupo, também de paisagistas, «In Arte Libertas» em Londres no ano de 1890. Realizou também alguns trabalhos para a Igreja tendo trabalhado em Génova, de 1886 a 1889, e na Basílica de Loreto, em 1888/89 e em 1907. Neste último trabalho adoptou um estilo que combinava o neo-renascentismo, com elementos venezianos e realistas.

Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Londres e Nova Iorque, Grove, 1996, pág. 869.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar Ferreira da Silva (1927-2001) atleta paulista, foi o primeiro bicampeão olímpico, em salto triplo do país. Sua primeira competição foi o Troféu Brasil, obtendo a marca de 13,05 metros. Foi tricampeão pan-americano e pentacampeão sul-americano.
Foi dez vezes campeão brasileiro e colecionou mais de 40 títulos internacionais. Adehemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico na modalidade salto triplo, nasceu em 29 de setembro de 1927, na cidade de São Paulo, no bairro da Casa Verde. Filho de um ferroviário e de uma cozinheira, começou a trabalhar cedo para ajudar nas despesas domésticas.
Adhemar Ferreira da Silva entra pela primeira vez em uma pista de atletismo, com 18 anos, levado por um amigo. Entusiasma-se e inicia os treinamentos, na hora do almoço, no intervalo do trabalho. Sua primeira competição foi o Troféu Brasil em 1947, obtendo a marca de 13,05 metros. Adhemar Ferreira da Silva destaca-se no salto triplo, modalidade da qual se torna recordista sul-americano e mundial. Representa o Brasil nas Olimpíadas de Helsinque, na Finlândia, em 1952, em que conquista a medalha de ouro.
Numa mesma tarde bate quatro vezes o recorde olímpico, chegando a saltar 16,22 m, marca que supera em 21 cm o recorde anterior, de 16,01 m. Foi pentacampeão sul americano e tricampeão pan americano (1951,1955 e 1959). Em 1956, em Melbourne, na Austrália, fica outra vez com o ouro e estabelece novo recorde de 16,35 m. Venceu o campeonato luso brasileiro em Lisboa no ano de 1960. Adhemar foi atleta do São Paulo Futebol Clube e do Clube de Regatas Vasco da Gama. Encerra sua carreira, na prova realizada no Complexo Esportivo do Maracanã, no Rio de Janeiro, no dia 1 de outubro de 1960.
No mesmo ano, tuberculoso, é desclassificado nos Jogos de Roma e desde então, não participa mais de Olimpíadas. Forma-se em educação física na Escola do Exército, em direito na Universidade do Brasil e em relações públicas. Entre 1964 e 1967 é adido cultural na Embaixada Brasileira em Lagos, na Nigéria. Depois de anos trabalhando para o Estado, em atividades ligadas ao atletismo, assume em 1996 o cargo de coordenador da área de esportes das Faculdades Santana, em São Paulo. Adhemar Ferreira da Silva morreu no dia 12 de janeiro de 2001.

Biografia retirada de e-biografias

domingo, 23 de abril de 2017

Anderson Silva

Anderson Silva (1975) é um lutador brasileiro, recordista de vitórias da UFC- Ultimate Fighting Championship. Considerado o melhor do mundo, foi campeão na categoria pesos médios. Sua especialidade é o Muay Thai.

Anderson Silva nasceu em São Paulo. Desde cedo, já treinava Taekwondo e tornou-se faixa preta com 18 anos. Também lutou Jiu-jitsu. Tentou ser jogador de futebol, quando fez um teste para jogar no Corinthians.

Sua trajetória no UFC foi vitoriosa. Ganhou inicialmente o evento chamado GP em duas lutas seguidas, sendo campeão. Depois ganhou várias lutas no Mecca, outro evento famoso mundialmente. Participou do Shooto, credenciando-se para ganhar o cinturão numa luta com o japonês Hayato Sakurai. Em 2001, conquistou seu primeiro cinturão lutando contra outro japonês Hayato Sakurai. No Pride, sofreu uma derrota, mas posteriormente, ganhou o cinturão do Cage Rage 8.

Fez sua primeira luta no UFC em 2006. Ganhou o cinturão vencendo a segunda luta contra Rich Franklin na categoria pesos médios. O lutador tornou-se imbatível no UFC. Sua luta mais difícil para manter o cinturão foi contra Chael Sonnen, vencendo no quinto assalto.

Em 2011, ganhou o prêmio “Nocaute do Ano”, por ter nocauteado Vitor Belfort ainda no primeiro assalto. É o recordista de vitórias pela UFC.

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Helen Willis Moody


Tenista norte-americana de fama mundial e uma das mais extraordinárias de todos os tempos. Arrecadou o mais brilhante palmarés da história do ténis, até à data. Foi campeã olímpica em 1924. Ganhou sete vezes o Open dos EUA (1923, 1924, 1925, 1927, 1928, 1929 e 1931).Oito vezes Wimbledon: (1927, 1928, 1929, 1930, 1932, 1933, 1935 e 1938) e quatro vezes Roland Garros. Teve ainda mais prémios na modalidade jogando em pares. Foi nove vezes campeã do mundo. Depois de abandonar o ténis dedicou-se à pintura. Casou em 1939 e acrescentou ao nome o apelido Roark, mas ficou sempre conhecida pelo nome de solteira. Uma biografia curta numa mulher de fibra cheia de determinação e sucesso.

Informação retirada daqui

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ademar Ferreira da Silva

Atleta paulista. Bicampeão olímpico na modalidade salto triplo. Nascido em 29 de setembro de 1927 na cidade de São Paulo, no bairro da Casa Verde. Filho de um ferroviário e de uma cozinheira, começa a trabalhar cedo para reforçar o orçamento doméstico e só aos 18 anos entra pela primeira vez em uma pista de atletismo, levado por um amigo. Entusiasma-se e passa a treinar duas ou três vezes por semana, na hora do almoço, por causa do trabalho. Destaca-se no salto triplo, modalidade da qual se torna recordista sul-americano e mundial. Representa o Brasil nas Olimpíadas de Helsinque, na Finlândia, em 1952, em que conquista uma medalha de ouro. Numa mesma tarde bate quatro vezes o recorde olímpico, chegando a saltar 16,22 m, marca que supera em 21 cm o recorde anterior, de 16,01 m (o atual é 18,09 m, estabelecido em 1996, em Atlanta). Quatro anos mais tarde, em Melbourne, na Austrália, fica outra vez com o ouro e estabelece novo recorde, de 16,35 m. Em 1960, tuberculoso, é desclassificado nos Jogos de Roma e, desde então, não participa mais de Olimpíadas. Forma-se em educação física, em direito e em relações públicas. Entre 1964 e 1967 é adido cultural na Embaixada Brasileira em Lagos, na Nigéria. Depois de anos trabalhando para o Estado, em atividades ligadas ao atletismo, assume em 1996 o cargo de coordenador da área de esportes das Faculdades Santana, em São Paulo. 

Informação retirada daqui

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ademir Marques Menezes

Jogador de futebol, conhecido como Ademir Queixada, nasceu no Recife, Pernambuco, em 1922. Foi jogador do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, campeão carioca várias vezes. 

Era considerado um dos melhores centroavantes brasileiros e integrou a seleção que foi vice-campeão da Copa do Mundo de 1950. Morreu no Rio de Janeiro, em 1996.

Informação retirada daqui

terça-feira, 11 de abril de 2017

Marta Graham (1894-1991)


Norte-americana, foi um dos mitos da dança moderna. Nasceu em Nova Iorque, numa família rica, e a sua trajectória artística passou por experiências várias, onde aliou a escola clássica com a coreografia moderna. De 1913 a1916 estuda teatro e dança. Deu o primeiro recital, em Abril, no 48th Street Theatre de Nova Iorque. Criou a sua própria companhia de bailado, em 1930, e em 1938 fundou a Martha Graham School of Contemporary Dance, por onde passaram futuros grandes bailarinos. Em 1944 criou o bailado Appalachiam Spring, em colaboração com Isamu Noguchi, com quem viria a trabalhar largos anos, criando coreografias famosas. Casou em 1948 com Erick Hawkins, também ligado ao bailado. Os seus temas favoritos foram a recreação de temas mitológicos e clássicos, como “Clistemnestra”, 1958 e “Fedra”, 1962. Uma das suas coreografias mais conhecidas é “Lúcifer”, que, em 1975 escreveu para Margot Fonteyn e Rudolfo Nureyev, então o par número um do bailado mundial. Quando faleceu aos 96 anos era já uma "imortal".

Biografia retirada daqui

domingo, 9 de abril de 2017

Carlota Grisi (1819-1899)


Bailarina clássica italiana. Estudou na Escola de Ballet do Teatro La Scala de Milão. Ali conheceu Perrot, em 1825, que foi seu mestre, par de dança e depois marido. Carlota foi a primeira intérprete do bailado romântico, “Giselle”, um dos mais conhecidos bailados de todos os tempos. Tudo começou quando o poeta e crítico Gautier se apaixonou por Carlota Grisi então casada com Perrot. Resolveu criar para ela um espectáculo que fosse a encarnação do ideal artístico do Romantismo, tendo como tema o amor que mata inspirado em lendas alemãs. A obra é fruto de uma concepção conjunta de Théophile Gautier, Jean Coralli e Vernoy de Saint-Georges, com música de Adolphe Adam e coreografia de Coralli e Jules Perrot. "Giselle" é uma tragédia romântica. O bailado composto em 1841, conta é a história de uma camponesa que se apaixona por um lenhador que, na verdade, é um príncipe disfarçado. Tudo acaba em tragédia. Carlota Grisi foi primeira bailarina em todos os grandes bailados da época. Viajou pela Europa com enorme sucesso e viveu na Rússia de 1850 a 1853. Em 1854 retirou-se de cena.

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Carolina Otero Iglesias


A Bela Otero, de seu nome Carolina Otero Iglesias, foi uma bailarina espanhola, lindíssima, também conhecida como a "sereia do suicídio". A sua vida fez correr rios de tinta e de sangue. Foi amada por seis reis: Afonso XIII, Leopoldo II da Bélgica, Nicolau II da Rússia, o futuro rei Eduardo VIII (duque de Windsor), Alberto I do Mónaco e Guilherme II da Alemanha, bem como pelo multimilionário Kennedy, pai do presidente dos EUA assassinado. O banqueiro Vanderbilt pediu-lhe: "Arruina-me, mas não me abandones". Esta espanhola, nascida pobre perto de Pontevedra, em 1868, seria considerada a mais famosa bailarina europeia, do início do séc. XX. Paris vivia a belle époque. A Bela Otero percorreu o mundo inteiro. Os jornais davam constantes notícias dos seus amores. Tinha o vício do jogo e perdeu fortunas no casino de Monte Carlo. Saturada da vida mundana, em 1944, retirou-se para proteger os mais necessitados de Niza (Espanha). Fez testamento a favor dos pobres, embora conste que morreu na penúria. Deixou um diário com o título Memórias.

Informação retirada daqui

terça-feira, 28 de março de 2017

Paula Bravo

Determinada na sua actividade como pintora, Paula Bravo sempre mostrou aptidões no mundo das Belas Artes; mesmo quando jovem, o universo e a panóplia das cores já a fascinavam. Nascida em Lourenço Marques, Moçambique, em Abril de 1956, vem para Portugal em 1977, acabando por ficar em Santo André, cidade do município alentejano de Santiago do Cacém. Exímia na técnica do Bristol, consegue transmitir, com as suas próprias mãos, toda a beleza dos seus trabalhos, recriando neles um sentimento que se esconde algures na sua alma. A sua obra escontra-se espalhada por numerosas colecções particulares e oficiais. Foi recentemente convidada a expor os seus trabalhos no Brasil, onde a crítica especializada lhe teceu os maiores elogios.

Biografia retirada de O Leme

sábado, 25 de março de 2017

Augusto Bobone

Nasceu em 1852;
morreu em 1910.

Estudou na Academia de Belas Artes de Lisboa, tendo concluído o curso com louvor. Tendo ficado, por motivo de herança, com o antigo e muito conhecido «Atelier Fillon» de fotografia, foi declarado fotógrafo das Casas Reais de Portugal e Espanha

Ganhou vários Grandes Prémios, diplomas e medalhas de ouro e prata em exposições realizadas um pouco por todo o mundo. Ficou conhecido sobretudo pelas suas reproduções de obras de arte.

Casou com Elisa do Amaral, tendo nascido do matrimónio Octávio Bobone, nascido em 11 de Dezembro de 1894, responsável da fotografia de filmes como a «Canção de Lisboa».

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 22 de março de 2017

Joaquim Rodrigues Braga

Nasceu em 1793;
morreu em 1853.

Conhecido por Braga Pintor, estudou em Roma à sua custa na Academia de São Lucas, por volta de 1822, ao mesmo tempo que António Manuel Fonseca, António Jacinto Xavier Cabral e Domingos Carvalho Pereira, também pintores.

Em 1824 trabalhou em Lisboa, trabalhando para D. João VI e para D. Miguel. Em 1835 voltou para o Porto onde dava lições particulares.

Foi escolhido em 1837 pelo pintor João Baptista Ribeiro para Professor de Pintura de História da recém criada Academia Portuense de Belas Artes, tendo sido seu director interino em 1845. Dedicou-se sobretudo ao professorado, já que lhe não são conhecidas muitas obras posteriores a 1837.

As suas obras incluem A Degolação de São João Baptista, que foi premiado em Roma, um S. João Menino que pintou para a Capela Real, um retrato de D. João VI, de meio corpo assim como uma miniatura do mesmo monarca, obras que citou num requerimento remetido ao futuro duque de Palmela e publicado por Sousa Viterbo, para além dos retratos de D. Miguel (1828) e de José da Silva Passos com sua mulher e filhos, e o Cerco de Lisboa por D. Afonso Henriques, que se encontram no Museu Nacional de Soares dos Reis, do Porto. No Palácio de Mafra existem quadros seus descrevendo caçadas de D. Miguel.

Notícia retirada daqui

domingo, 19 de março de 2017

Ernesto Ferreira Condeixa

Pintor  Nasceu em Lisboa,  em 20 de Fevereiro de 1858; e morreu no mesmo local em 2 de Agosto de 1933.

Discípulo de Miguel Ângelo Lupi, e de Cabanel em Paris, quando residiu nessa cidade enquanto bolseiro.

Foi membro do Conselho de Arte e Arqueologia, professor e director da Escola Nacional de Belas- Artes. A sua pintura foi consagrada a temas históricos, sendo os seus dois quadros mais conhecidos D. João II ante o cadáver do filho, e Beija-mão a Leonor Teles. Sendo também de assinalar, devido ao valor apreciável do movimento oblíquo da composição, o quadro A Conquista de Malaca.



Fonte:
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. 5.º
José-Augusto França, Museu Militar: Pintura e Escultura, CNCDP, 1996

quinta-feira, 16 de março de 2017

Maria Keil


Pintora, ilustradora e ceramista portuguesa, nascida em Silves (Algarve). Frequentou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo sido aluna do pintor Veloso Salgado. Casou aos 33 anos com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, neto de Alfredo Keil. O casal teve um filho também arquitecto. Maria Keil pintou naturezas mortas e retratos ainda muito jovem e em 1937 participou no Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Paris. Em 1940 participou na Exposição do Mundo Português com uma pintura mural. Recebeu em 1941 o Prémio Revelação Amadeu de Sousa Cardoso pelo "Auto-retrato". No arranque do Metropolitano de Lisboa nas décadas de 50 e 60 do séc. XX Maria Keil começou a desenvolver intenso trabalho como criadora de painéis de azulejos para a decoração das estações. A ela se deve a recuperação, em espaços públicos, do azulejo que muitos consideravam arte menor. A sua criatividade e simpatia granjearam-lhe ser conhecida como "A menina dos azulejos". Trabalhou para dezanove estações e fez renascer a fábrica Viúva Lamego, então em crise. É também ilustradora de livros infantis. Participou em diversas exposições em Portugal e estrangeiro. Artista polivalente também deixou a sua marca em selos de correio no Ano Internacional da Mulher. Em 1989 o Museu do Azulejo dedicou-lhe uma retrospectiva. Com mais de oitenta anos ainda trabalha e, em 1997 decidiu expor fotografias, sob o tema "Roupa a secar no Bairro Alto". Pelas entrevistas e conversas Maria Keil revela-se para lá da artista, uma pessoa da maior simpatia, da mais absoluta simplicidade e de uma sinceridade sem rodeios.

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 13 de março de 2017

Maria Emília Roque Gameiro Martins Barata

Pintora portuguesa, nascida na Amadora e discípula de Lily Possoz. Era filha do aguarelista Alfredo Roque Gameiro e de Assunção Roque Gameiro, e irmã de Raquel, Manuel, Helena e Rui Roque Gameiro, numa família de artistas. Assinou como "Mamia Roque Gameiro". Em 1923 realizou a primeira exposição individual, em Lisboa e desde logo se salientou obtendo boas críticas. Casou com o pintor Martins Barata. Deixou o seu traço por inúmeros livros infantis e publicações periódicas femininas e para crianças. Foi uma primorosa miniaturista. Também deixou quadros a óleo e guache. Participou na16ª Exposição da Sociedade de Belas Artes.

Informação retirada daqui

sexta-feira, 10 de março de 2017

Helena Roque Gameiro Leitão de Barros

Pintora e professora portuguesa, nasceu em Lisboa, numa família de artistas de renome. Aos catorze anos já pintava ao lado do pai Alfredo Roque Gameiro. Foi professora de Artes Decorativas na Escola António Arroio, em Lisboa. Paralelamente pintou e expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes aguarelas que a notabilizaram, Em 1917 recebeu a primeira medalha por uma aguarela pela SNBL. Acompanhou o pai ao Brasil em 1920, e expôs com êxito. Casou com o conhecido realizador de cinema José Leitão de Barros (1896-1967). Podemos admirar as suas aguarelas em diversos museus portugueses.

Informação retirada daqui

quinta-feira, 2 de março de 2017

Biografia de Maria Helena Vieira da Silva

Pintora figurativa e abstracta portuguesa radicada em França e naturalizada francesa. Nasceu na noite de Stº António, filha de Marcos e Maria da Graça Vieira da Silva, pai embaixador, foi educada pela mãe após a morte do pai, quando contava apenas três anos. Estudou pintura em Portugal em 1919 e frequentou Belas Artes em Paris, a partir de 1928, data em que passou a viver com a mãe na Cidade Luz. Casou com o pintor húngaro Arpad Szenes, numa forte relação e veneração, em 1930 paixão que só foi interrompia com a morte dele em 1985. Maria Helena expôs pela primeira vez no Salon de Paris, em 1933 e em 1935 expôs pela primeira vez em Portugal. Viveu no Brasil de 1940 a1947, dado o marido ser judeu e para fugir as perseguições nazis. O Brasil recebeu-os de braços abertos e Paris também, quando regressou. O Estado francês comprou-lhe diversos quadros, nomeadamente "La Bibliothèque" e a famosíssima "La Partie d'Écheques". Vieira da Silva é provavelmente a mais famosas e cotada pintora portuguesa já desaparecida. Deixou também tapeçarias, vitrais para a cidade de Reims, gravuras, ilustrações de livros infantis e cenários de teatro. Maria Helena Vieira da Silva dedicou a sua vida à pintura e só depois da democracia em Portugal, em 1974 foi mais divulgada a sua obra, esquecida e pouco reconhecida durante o regime do Estado Novo. No entanto, o professor de arte José Augusto França escreveu, em 1958 uma monografia essencial sobre a pintora. Em 1960 França concedeu-lhe o grau de cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras. O seu cartaz do 25 de Abril é conhecido de toda a gente, com o título "A Poesia está na Rua". Em 1977 recebeu a mais alta condecoração, não militar, portuguesa - a grã-cruz da Ordem de Santiago da Espada. Lisboa tem, no Jardim das Amoreiras, um museu que lhe é dedicado, com o seu nome. Entre outros prémios a pintora recebeu, em 1961 o Prémio da Bienal de São Paulo. A estação de Metro da Cidade Universitária tem azulejos da sua autoria e a estação do Rato (Lisboa) ostenta um painel de azulejos também seu. Do lado oposto, no mesmo átrio, outro painel de seu marido, como que eternizando aquele amor de cinquenta e seis anos de união perfeita.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 1 de março de 2017

Biografia de Francisco Vieira (Vieira Portuense)

n.      13 de maio de 1765.
f.       2 de maio de 1805.

Pintor histórico e de paisagem, lente de desenho na Academia do Porto. Era cognominado Vieira Portuense, por ter nascido nessa cidade, e para se diferençar doutro seu afamado contemporâneo, conhecido pelo nome de Vieira Lusitano, por ter nascido em Lisboa. 

Nasceu portanto, no Porto a 13 de maio de 1765, faleceu na ilha da Madeira a 2 de maio de 1805. Era filho de Domingos Francisco Vieira e de Maria Joaquina.

Seu pai reunia à profissão da arte da pintura, em que dizem não era dos de menos conta, segundo a frase tradicional. Começando desde criança a dar mostras da grande vocação para o desenho e para a pintura, o pai logo que o viu instruído nas primeiras letras e tendo-o provavelmente iniciado nos rudimentos da arte, entregou-o à direcção de João Grama, celebre pintor, que se supõe de origem alemã, mas nascido em Portugal. Este artista foi quem primeiro guiou o jovem Vieira no estudo da pintura. Mais tarde, achando-se no Porto com outro notável pintor que primava no género das paisagens, João Pilenan ou Pillement, de nação francesa, recebeu também algumas lições o moço Vieira. Este, porém, não se contentando com a instrução já adquirida e desejando aprofundá-la, resolveu em vez da frequentar a aula publica de desenho, que por essa tempo existia no Porto, vir para Lisboa em 1784 matricular-se na outra aula da mesma espécie, que pouco antes fora estabelecida pala rainha D. Maria I, e da que era director e professor Joaquim Manuel da Rocha. Esta escola de desenho de figura e história funcionava com outra de arquitectura civil, num pavimento baixo do convento dos Caetanos, onde está há muitos anos instalado o Conservatório. Provavelmente a ideia do moço estudante era obter lugar entre os alunos que por concessão do governo e como pensionistas do Estado deviam partir para Roma, mas ou porque lhe faltassem padrinhos ou porque já estivesse preenchida o numero dos escolhidos, Vieira não realizou como desejava aquele seu projecto. O que não pôde alcançar em Lisboa, conseguiu-o porém, no Porto, e a junta da direcção da Companhia Geral das Vinhas do Alto Douro, tomando-o sob a sua protecção, mandou-lhe abonar, do seu cofre, a pensão anual de 300$000 reis para lhe ser paga durante o tempo que precisasse demorar-se em Roma até à conclusão dos seus estudos.

Em 1789 partiu para a Itália, e ao chegar àquela cidade, tratou de escolher mestre capaz de o guiar na carreira a que se destinava, e preferindo Domingos Corvi, desenhador de grande correcção mas de feio colorido, de cujas lições tirou grande proveito, e logo em 1791 obteve na academia romana um primeiro prémio em roupas. Para aumentar mais os seus conhecimentos artísticos, percorreu as principais cidades da Itália, visitando os seus mais notáveis edifícios e galerias, copiando para exercício as obras que mais entusiasmo lhe causavam, e deste modo formou uma grande quantidade de livros que trouxe consigo quando recolheu a Portugal, e que eram evidentes provas do seu estudo e da sua aplicação. Tinha ele adoptado de preferência, por mais conforme ao seu gosto, a maneira e estilo mimoso e delicado de Albano e de Guido Reni, mas querendo estudar também o colorido de Corregio, dirigiu-se a Parma para copiar o magnifico quadro de S. Jerónimo que existe na galeria publica da referida cidade, e que é considerado uma das melhores produções do exímio chefe da escola lombarda. A cópia feita por Vieira é qualificada de excelente, mereceu os melhores elogios de Taborda e do conde de Raczynski. Depois de ter estado em casa do visconde de Balsemão, passou para a galeria dos duques de Palmela, de que faz parte há muitos anos. Durante a sua permanência em Parma, recebeu dos membros da academia grandes provas de consideração pelo seu talento. Foi ali recebido pelas famílias da alta aristocracia, chegando a dar lições de desenho à filha do grão-duque, para quem naturalmente o jovem pintor português não foi indiferente, e tanto mais que chegou a retratá-la, e tão perfeito ficou o retrato, que lhe deu fama entre a primeira sociedade de Parma. Fez mais retratos, pelos quais auferiu bons proventos. Voltando a Roma em 1791, demorou-se ali três anos ocupado sempre no estudo dos grandes mestres. 

Em 1797 saiu de Roma, e na companhia de Bartolomeu António Calixto, pensionista na Casa Pia, que também ali fora aperfeiçoar-se, percorreram juntos parte da Alemanha, até que Calixto veio para Lisboa, e Vieira ficou em Dresden, fazendo estudos na notável galeria de pintura daquela cidade, da qual copiou os objectos que mais lhe prenderam a atenção. Passou a Hamburgo e depois a Londres, onde se demorou até ao ano de 1801. Travou conhecimento nesta grande cidade com o insigne gravador Bartholozzi, tomando dele algumas lições de gravura; essas relações tornaram-se de íntima amizade, casando mais tarde com uma viúva italiana, moça e rica, que dizem pertencer à família de Bartholozzi. Fez o retrato deste artista, e começou então a gravar a água-forte um grande trabalho, que por embaraços posteriores não chegou a concluir. Em Londres pintou o Viriato, quadro de notável execução, que ofereceu ao príncipe regente D. João, mais tarde rei D. João VI, e foi colocado na galeria do palácio da Ajuda. Desse quadro abriu Bartholozzi uma bela estampa, assim como outras de diversas composições do artista português. Para obsequiar o ministro de Portugal naquela corte, D. João de Almeida MeIo e Castro, depois conde das Galveias, a quem já conhecera em Roma, e lhe devera muitos favores, compôs também um primoroso quadro Nossa Senhora da Piedade ou do Descimento da Cruz, o qual era destinado à capela da embaixada portuguesa em Londres, mas depois foi colocado no oratório do paço das Necessidades. Ou nos últimos tempos da sua estada em Londres ou logo que regressou à pátria, foi Francisco Vieira, por proposta da Companhia das Vinhas do Alto Douro, provido no lugar de lente na aula de desenho no Porto, vago por ter sido dispensado desse exercício o professor António Fernandes Jácome. tendo a nomeação a data de 20 de setembro de 1800, mas parece, que se chegou a tomar posse da cadeira, pouco tempo se demorou na sua regência, porque vem para Lisboa no princípio de 1801.

Nessa época D. Rodrigo de Sonsa Coutinho, depois conde de Linhares, sendo transferido da pasta da marinha para a da fazenda e nomeado inspector da regia oficina tipográfica, ampliou este estabelecimento, que recebeu então o nome de Imprensa Regia, e por decreto de 7 de dezembro do mesmo ano e pensou em fazer nela uma edição magnifica e luxuosa dos Lusíadas, ilustrada com estampas representativas dos passes mais notáveis do poema. Esse pensamento não chegou a realizar-se por circunstâncias imprevistas; entretanto, Francisco Vieira foi encarregado de fazer as composições, motivo porque veio a Lisboa onde se encontrou com Bartholozzi, que devia de executar as gravuras. Francisco Vieira chegou a fazer onze quadros ou esboços a óleo, de passes dos Lusíadas, que não chegaram a ser gravados, mas que foram adquiridos pelo duque de Palmela, passando a fazer parte da soberba galeria de pintura desta nobre casa. Estando o insigne artista em Lisboa em 1802, na ocasião em que tudo se preparava para solenizar com grandes festas a paz geral de Amiens, que fora assinada em 27 de março daquele ano, o senado da câmara lhe encomendou um quadro alegórico para a sumptuosa festividade que devia realizar-se na igreja de S. Domingos. Nesse quadro que Vieira executou com grande rapidez e que foi muito aplaudido, estava no centro a monarquia lusitana representada na figura duma gentil matrona com atributos adequados, tendo pendente sobre o peito o retrato do príncipe regente e servindo-lhe de cortejo outras figuras que representavam as virtudes e as artes igualmente caracterizados. Os ministros D. João de Almeida e visconde de Anadia, apreciando igualmente o mérito de Vieira, falaram a seu respeite ao príncipe regente, que a 28 de junho de 1802 assinou um decreto nomeando o artista primeiro pintor da real câmara com a pensão anual de 2.000$000 reis, permitindo-se lhe a acumulação deste com o emprego de lente da aula do Porto, e sendo-lhe cometida a obrigação de dirigir e executar juntamente com o seu colega Domingos António de Sequeira, a quem ficava em tudo e para tudo equiparado, as obras de pintura que se haviam de fazer no paço da Ajuda. Para se mostrar digno do alto conceito em que era tido e das mercês que lhe conferiam, compôs e em breve concluiu para a galeria real dois formosos quadros que por si sós bastariam para dar ao autor a reputação de abalizado pintor, e que representam, um o Desembarque de Vasco da Gama na índia, e outro D. Inês de Castro ajoelhada com os filhos perante o rei D. Afonso. Estes quadros foram depois levados com outras pinturas para e Rio de Janeiro, e dizem que ultimamente existiam numa sala do palácio de S. Cristóvão no chamado torreão de prata. Pelo mesmo tempo pintou ainda para o conde de Anadia um magnífico quadro, D. Filipa de Vilhena, que juntamente com outras produções de Vieira se admiraram naquela ilustre casa.

Demorando-se em Lisboa para atender a estes e outros trabalhos, não podia exercer o magistério no Porto, e por isso a regência da cadeira foi dada a seu pai Domingos Vieira, que desempenhou essas funções desde 1 de novembro de 1802 até 30 de junho de 1803, em que se reformaram os estudos na cidade do Porto, ceando-se a Academia de Marinha e Comercio e incorporando-se nela a antiga aula de desenho, que passou a denominar-se Academia de Desenho e Pintura. A aula foi solenemente inaugurada por Vieira, em cujo acto pronunciou o seguinte discurso, que em 1803 se publicou em Lisboa: Discurso feito na abertura da Academia de desenho e pintura na cidade do Porto, por Francisco Vieira Júnior, lente da mesma academia. No resto desse ano e por todo o seguinte de 1804, foi, segundo parece, efectivo na regência da cadeira, dividindo porém o tempo entre os cuidados do ensino e a execução das obras de arte, a que por obrigação do serviço ou por encomendas particulares tinha de satisfazer, e ocupava-se na composição dum quadro em que representava Duarte Pacheco, Achilles Lusitano, defendendo contra o Comorim o Passo de Cambaldo destinado a ornar a casa das Descobertas no palácio de Mafra, quando foi acometido da grave enfermidade, que em breve o prostrou no tumulo. Esgotados todos os recursos da ciência para debelar aquele mal, os médicos lhe aconselharam o clima da Madeira, e obtendo para isso a necessária licença por aviso do 1º de abril de 1805, empreendeu a viagem, mas em lugar das melhoras que esperava, piorou repentinamente, vindo a falecer pouco tempo depois.

Além dos quadros já citados, mencionaremos os seguintes: S. Sebastião, que se conservava na galeria do marquês de Borba; uma Saloia, de capa e lenço na cabeça, que pertencia à casa dos condes de Anadia; o esboceto a óleo do quadro Viriato que pertenceu a Silva Oeirense, e O Amor, que estava na casa dos condes de Anadia, e que Bartholozzi reproduziu pela gravura, e mais duas paisagens que pertenceram a António Ribeiro Neves e Joaquim Pedro Celestino Soares. Na capela da ordem terceira de S. Francisco do Porto há quatro quadros representando: Santa Margarida; Nossa Senhora da Conceição, Santa Isabel e S. Luís, rei de França. No museu do Porto também de Vieira um Cristo crucificado, um S. João, a Adoração do Santíssimo, e duas belas paisagens, das quais uma representa Uma mulher com um menino, que parece defender do ataque dalguns malfeitores. 

Francisco Vieira falava com facilidade as principais línguas da Europa, e conhecia perfeitamente a historia das belas artes. Em 1906 comemorou-se no Porto o centenário de Francisco Vieira, fazendo-se uma exposição das suas obras no salão nobre do teatro de S. João, a qual se inaugurou no dia 17 de junho. Foi a Sociedade das Belas Artes que tomou a iniciativa desta comemoração, e conseguiu reunir para o seu intento uma boa porção de quadros, desenhos, esboços e gravuras de Vieira Portuense. Nesta exposição figuraram também algumas gravuras notáveis de Bartholozzi de desenhos de Vieira.

Biografia retirada daqui






terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Biografia de Maria Helena Vieira da Silva

Vieira da Silva [ca.1940]
Uma das mais importantes pintoras europeias 
da segunda metade do século XX

Nasceu em Lisboa em 13 de Junho de 1908;
morreu em Paris em 6 de Março de 1992.

Filha do embaixador Marcos Vieira da Silva, ficou órfã de pai aos três anos, tendo sido educada pela mãe em casa do avô materno, director do jornal O Século.

Tendo mostrado interesse, desde muito pequena, pela pintura e pela música começou a estudar pintura, a partir de 1919, com Emília Santos Braga e  Armando Lucena. Em 1924, frequenta as aulas de Anatomia Artística da Escola de Belas Artes de Lisboa.

Em 1928 vai viver para Paris, acompanhada pela Mãe, indo visitar a Itália. No regresso começa a frequentar as aulas de escultura de Bourdelle, na Academia La Grande Chaumière. Mas abandona definitivamente a escultura, depois de frequentar as aulas de Despiau.

Começa então a estudar pintura com Dufresne, Waroquier e Friez, participando numa exposição no Salon de Paris. Conhece o pintor húngaro Arpad Szenes, com quem casa em 1930, e com quem visitará a Hungria e a Transilvânia.

Em 1935 António Pedro organiza a primeira exposição da pintora em Portugal, e que a faz estar em Portugal por um breve período, até Outubro de 1936, após o qual voltará para Paris, onde participará activamente  na associação «Amis du Monde», criada por vários artistas parisienses devido ao desenvolvimento da extrema direita na Europa.

Regressará em 1939, devido à guerra, já que para o seu marido, judeu húngaro, a proximidade dos nazis o incomoda, naturalmente. Ficará em Portugal por pouco tempo, pois o governo de Salazar não lhe restitui a cidadania portuguesa, mesmo tendo casado pela igreja. Não deixa de participar num concurso de montras, realizado no âmbito da Exposição do Mundo Português, que também lhe encomendou um quadro, mas cuja encomenda será retirada.

O casal de pintores decide-se a ir para o Brasil, até porque as notícias sobre uma possível invasão de Portugal pelo exército alemão não são de molde a os sossegar.

Em Brasil serão recebidos de braços abertos, recebendo passaportes diplomáticos, que substituem os de apátridas emitidos pela Sociedade das Nações, tendo mesmo recebido uma proposta de naturalização do governo.

Residirão no Rio de Janeiro até 1947, pintando, expondo e ensinando, regressando Vieira da Silva primeiro que o marido, retido pelos seus compromissos académicos.

É a época em que Vieira da Silva começa a ser reconhecida. O estado francês compra-lhe La Partie d'échecs, um dos seus quadros mais famosos. Vende obras suas para vários museus, realiza tapeçarias e vitrais, trabalha em gravura, faz ilustrações para livros, cenários para peças de teatro. 

Expõe em todo o mundo e ganha o Grande Prémio da Bienal de São Paulo de 1962, e no ano seguinte o Grande Prémio Nacional das Artes, em Paris,

Em 1956, foi-lhe dada a naturalidade francesa.


Fontes:
José Augusto França
A Arte em Portugal no Século XX,
Lisboa, Bertrand, 1974

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Biografia de Caetano Moreira da Costa Lima

Pintor português

Nasceu em 29 de Julho de 1835;
morreu em 17 de Novembro de 1898.

Estudou na Academia de Belas-Artes, concluído o curso em 1854, tendo ganho o primeiro prémio do concurso final.

Dedicou-se à pintura histórica, sendo o quadro «Martim de Freitas verificando na catedral de Toledo
o falecimento do rei D. Sancho II», em exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, um dos seus mais famosos.

Colaborou no Jornal do Porto, de 1875 a 1883, escrevendo folhetins sobre Belas-Artes e impressões de uma viagem à Europa.

Fonte:
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Biografia de José Vital Branco Malhoa

n.      28 de abril de 1854.
f.       [ 26 de outubro de 1933 ].

Pintor de arte e professor, mais conhecido só pelo nome de José Malhoa. 

Nasceu nas Caldas da Rainha a 28 de abril de 1854. Aos doze anos, em 1867, entrou para a Escola de Belas Artes, e revelou logo tantas aptidões e tanta dedicação pelo estudo que terminou o curso da escola, ganhando em todos os anos o primeiro prémio. Tendo concluído o curso pensou em completar a sua educação artística no estrangeiro, e entrou em dois concursos para pensionista do Estado. Nada conseguiu, apesar do seu reconhecido merecimento, por ser o subsídio adjudicado a outro concorrente, que só o alcançara por importantes empenhos. As reclamações, feitas contra este facto, foram tão convincentes, que a Academia, para não descontentar ninguém, viu-se forçada a não mandar nenhum. Malhoa sentiu-se muito, como artista a quem preteriam o mérito, e pela impossibilidade de completar os seus estudos com os primeiros mestres da arte moderna, pois não tendo meios de fortuna que lhe permitissem ir viver independentemente no estrangeiro, só com aquele auxilio o conseguiria. Desesperado com este contratempo, desistiu da carreira que tão auspiciosa se lhe mostrava, e protestou nunca mais pintar. Fez-se então caixeiro duma loja de modas pertencente a um seu irmão. Aquele desespero, porém, foi-se amenizando; Malhoa não podia. assim perder o seu aturado e dedicado estudo, e seis meses depois já ele aproveitara algumas horas disponíveis para pintar um quadro, A seara invadida, que enviou à exposição de Madrid, onde foi muito bem recebido. 

Em 1881 deixou o comércio para se dedicar inteiramente a arte. O primeiro trabalho, que lhe ofereceram, foi o de pintar o tecto da sala de concerto no Conservatório Real de Lisboa. Algum tempo depois pintou o da sala do Supremo Tribunal de Justiça de Lisboa. Desde então tornaram se numerosos os trabalhos do distinto artista, em que se nota o tecto da sala de jantar do palácio do Sr. conde de Burnay e o dos aposentos do senhor infante D. Afonso. Na pintura histórica tem o grande quadro O Último interrogatório do marquês de Pombal, e o esboceto apresentado no concurso que a Câmara Municipal de Lisboa abriu em 1887 para um quadro representando A partida de Vasco da Gama para a Índia, esboceto que recebeu a primeira classificação entre os concorrentes, sendo nessa ocasião Malhoa agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem de Cristo por decreto de 19 de abril de 1888. São deste apreciado artista os retratos do rei D. Carlos que estão nas salas do Tribunal do Comércio e do Tribunal de Contas; um retrato do príncipe real D. Luís Filipe, um da filha do Sr. Henrique Sauvinet, os de D. Luísa de Almedina e de Isaac Abecassis. Nos seus quadros também se contam numerosas paisagens, cenas rústicas, cuidadosa mente estudadas, costumes pitorescos de aldeia, como o Viático ao termo e a Missa das seis; alguns quadros de género, como o Primeiro cigarro, que pertence ao sr. infante D. Afonso, e um grupo de veteranos fazendo a Descrição da batalha: de Asseiceira, etc. Em todas as exposições de belas artes do Porto, etc., José Malhoa têm exposto quadros seus, obtendo sempre as mais altas classificações. Também tem concorrido a exposições no estrangeiro, como Liverpool, Madrid, Paris, Rio de Janeiro, S. Petersburgo e Berlim, onde alcançou a segunda medalha. José Malhoa tem as honras de académico de mérito da Academia de Belas Artes, e além de cavaleiro de Cristo, é cavaleiro da Ordem de Malta, e da de Isabel a Católica, de Espanha. Possui a medalha de prata da Cruz Vermelha. Em 17 de abril de 1906 o rei D. Carlos I visitou o atelier de José Malhoa, onde foi admirar os trabalhos destinados à sua exposição no Gabinete de Leitura no Rio de Janeiro, para que fora convidado. O rei demorou se analisando todas as telas, fazendo sobre cada quadro uma apreciação muito lisonjeira. 

Os quadros, que deviam figurar, eram os seguintes:
Retrato de rei D. Carlos I; retrato de sua majestade a rainha senhora D. Amélia; Cócegas (Salon-Paris, 1905); O sonho do infante (o infante D. Henrique no promontório de Sagres); A pintura (painel decorativo); A Ti'Anna; Cavaleiro de S. Tiago (Salon-Paris, 1904); Chegada do Zé Pereira à romaria; 7.° não furtar... as uvas ao seu cura; O vinho verde; O soalheiro; Cuidados de amor; As sardinhas; O viático na aldeia (exposição de Lisboa, 1905); A compra do voto (idem); O azeite novo (idem); Tempo de chuva, lar sem pão (idem); Pensando no caso (idem); Amanhã as arranjarei!; Flor de pessegueiro; Uma desgraça; Aldeia de Castanheira ao pôr do sol; Apanha das castanhas; À passagem do comboio (Paris-Salon, 1905); Torre de Belém; Noticias financeiras; Viúvo! (exposição de Lisboa, 1905); Estudando à borda do pinhal; Pai e falha; Provocando; Trigo ceifado; No paul dos patudos; Velhas habitações da aldeia; Rua Serpa Pinto em Figueiró dos Vinhos; Efeitos da ribalta; Montanhas (estudo para o quadro Baptismo de Cristo para a igreja de Figueiró dos Vinhos); A minha macieira; Últimos raios de sol num souto de castanheiros; Amores na aldeia; Esperando o peixe; A Rosita das Courelas (estudo para o quadro O barbeiro na aldeia); De volta da Senhora da Agonia; A ida para o trabalho; Nascer da lua; Estudando; Os ouriços; Efeitos do sol no musgo dum pinhal.; O passal do Sr. cura; Últimos raios de sol; Fonte Eirivia; Costume do Minho; Carvalhos do padre Diogo; Salão de musgo; Ribeira do Lagar; O Lagar; No altar do Madrão; Vale de Zebro; Nuvens; Proclamando a restauração de Portugal (estudo para o quadro com o mesmo titulo); Outono na Lavandaria; Ribeira na Lavandaria; Outono na vida e na Natureza; Entrada de mina; Cristo, estudo; As pupilas do Sr. reitor, estudo; Vasco da Gama; Esperando a vez; A caminho da horta; Pinhal, ao fundo a igreja de Figueiró dos Vinhos; Vendo subir o foguete (Estudo para o quadro A Procissão); (Estudo para o quadro O Barbeiro na Aldeia); Deitando foguetes (estudo para o quadro A Procissão); Apanhando o foguete (estudo para o quadro A Procissão); Os mações ao cair da tarde; No altar da serra; Fonte fria; O bêbedo, (estudo para o quadro A volta da romaria, (premiado no Salon de Paris em 1901); Aldeia dos Chãos; Ao pôr do sol, estudo; As cebolas; O portão do Dr. Manuel; Troncos de castanheiros na Ínsua; Uma rua na aldeia; Cair da tarde; Depois da chuva; Casal das giestas; Castanheiros doentes, estudo para o quadro Uma desgraça; O pinhal dos corvos, estudo, Caminho para o colmeal; Castanheiros; Mendigo (estudo para o quadro Volta da romaria, premiado no Salon de Paris, 1901); A estender a roupa ao sol, estudo; Ermida de Nossa Senhora dos Remédios, estudo; A minha musa; A cerca do convento; Céu de trovoada, estudo; Estudo para o quadro Cócegas; Ermida de Nossa Senhora da Madre de Deus; A eira. Decoração no tecto do gabinete real do novo edifício da Escola Médica de Lisboa, intitulado: A Escola Medica de Lisboa recebendo da realeza o decreto autorizando a construção do novo edifício. 


Informação retirada daqui

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Biografia de Abel Manta


Pintor português do séc. XX.

Nasceu em Gouveia, em 12 de Outubro de 1888; 
morreu em Lisboa em 9 de Agosto de 1982.

Tendo vindo residir para Lisboa em 1904, inscreveu-se em 1908 na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde cursou Pintura. Concluiu o curso em 1915, tendo ganho o 3.º Prémio da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) no ano seguinte. Estabeleceu-se em Paris de 1919 a 1925, tendo aproveitado para viajar pela Europa, visitando sobretudo a Itália, onde se interessou pelos frescos renascentistas. Na capital francesa expôs, em 1921 e 1923, no salão do La Nationale, e frequentou o curso de gravura da Casa Schulemberger.

Tendo regressado a Portugal, realizou em Lisboa uma exposição individual na Galeria Bobone, tornando-se no ano seguinte professor de Artes Decorativas no Ensino Técnico, e professor da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL) em 1934. Participou na decoração de alguns pavilhões de Portugal em exposições internacionais, realizadas na década de 30 - em 1929 o Pavilhão de Portugal na Exposição de Sevilha, em 1931 e 1937 o pavilhão nas Exposições de Paris.

Obteve o prémio Silva Porto do S.N.I. em 1942 e, em 1949, a primeira medalha da SNBA em Pintura.

Concorreu a várias exposições colectivas, como a 25.ª Bienal de Veneza (1950), a 3.ª Bienal de São Paulo (1955) e, em 1957, à 1.ª Exposição de Artes Plásticas da Fundação Gulbenkian, tendo ganho o Prémio de Pintura. Dois anos depois participou na Exposição Internacional de Bruxelas.

Pintou os retratos de Aquilino Ribeiro, Paiva Couceiro, Bento de Jesus Caraça, entre outros, quadros que se caracterizam pela densidade expressiva. Noutro género, as suas paisagens notáveis pela frescura da cor e pela impressão de realidade. O seu estilo é sóbrio e incisivo, utilizando um colorido vigoroso.

Em 1965 a SNBA realizou uma exposição retrospectiva da obra de Abel Manta. Em 1979 foi condecorado com uma comenda da Ordem de Sant'Iago da Espada, tendo morrido em Lisboa em 1982.

Tinha casado em 1927 com a pintora Clementina Carneiro de Moura, tendo havido um filho do matrimónio, o arquitecto e «cartoonista» João Abel Manta.

Fontes:
Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - Verbo; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Biografia de Cristóvão de Morais

Pintor activo em Portugal de 1551 a 1571.

Artista de provável origem castelhana, pouco se sabe da sua formação e da sua vida artística, tendo estudado possivelmente em Antuérpia. Pintou dois quadros do rei D. Sebastião. Um primeiro, assinado, e datado de 1565, existente no Mosteiro das Descalzas Reales, de Madrid, instituição fundado pela mãe do rei, D. Joana de Áustria, e o existente no Museu de Arte Antiga (por atribuição de José de Figueiredo), e executado em 1571 por ordem da avó do rei, a rainha D. Catarina.

Pintor maneirista, da segunda geração de «italianizantes», que durante os anos 60 e 70 do século 16, e sob influência dos ditames do Concílio de Trento, se separaram da influência  classicista do Renascimento, os seus quadros «são duas das pinturas mais notáveis e vincadamente maneiristas que subsistem da época», segundo Vítor Serrão.

Pintou também, por volta de 1580, o Retrato de D. Margarida da Silva e de seu Filho Martim Afonso de Melo, 2.º Conde de São Lourenço (por atribuição de Reinaldo dos Santos). Por meio de documentos publicados por Sousa Viterbo, sabe-se que em 1551 pintou uma liteira real (andas), em 1554 restaurou um leito da câmara da Rainha D. Catarina, e em 1567 pintou o retábulo da capela-mor do Mosteiro da Conceição de Beja, hoje desaparecido. Em 1554 foi escolhido para o cargo de examinador de pintores, tendo sido também Rei de Armas.

Fonte:
Vítor Serrão, A Pintura Maneirista em Portugal, Lisboa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa («Biblioteca Breve, 65»), 1982

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Biografia de Columbano Bordalo Pinheiro

Um dos maiores pintores portugueses.
Nasceu em Lisboa, em 21 de Novembro de 1857; 
morreu na mesma cidade em 6 de Novembro de 1929.

Filho do pintor, escultor e gravador Manuel Maria Bordalo Pinheiro, estudou na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde cursou desde os 14 anos de idade desenho e pintura histórica. Na Academia foi discípulo do escultor Simões de Almeida e do mestre Ângelo Lupi, tendo feito o curso em quatro anos em vez dos curriculares sete.

Em 1881 partiu para Paris, beneficiando de uma bolsa de estudo, custeada secretamente por D. Fernando de Saxe-Coburgo, viúvo de D. Maria II, amigo do pai. Foi para França, acompanhado da irmã mais velha, tendo aprendido com Manet, Degas, Deschamps entre outros. Em 1882 apresentou no «Salon de Paris» o quadro «Soirée chez Lui» que foi bem recebido pela crítica, e que está actualmente exposto no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa com o título «Concerto de Amadores». 

Este quadro foi exposto em Lisboa, na Promotora, em 1883, após o seu regresso a Portugal, não tendo sido muito bem recebido pela crítica. Junta-se aos artistas do «Grupo do Leão», nome de uma cervejaria de Lisboa, que retratou num quadro que será um dos seus mais conhecidos. O grupo  era formado por jovens artistas empenhados numa reforma estética

Foi no domínio da pintura de decoração e nos retratos que se celebrizou, sendo dele as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém, os painéis dos «Passos Perdidos» da Assembleia da República e do tecto do Teatro Nacional. Os retratados, intelectuais sobretudo, incluem Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Teófilo Braga, mas um sobressai: o de Antero de Quental, pintado em 1889.

Em 1901 tornou-se professor de pintura histórica da Academia de Belas-Artes de Lisboa, depois de ter sido preterido no concurso de 1897. Em 1911, foi nomeado pelo novo regime republicano para primeiro director do recém criado Museu de Arte Contemporânea onde se manteve até à reforma.

Era, segundo Diogo de Macedo: «misantropo, fechado em si, dado a análises exaustivas, a dissecações cruéis, teve apenas um grande amor - a pintura».


Fontes:
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura;
José-Augusto França,
A Arte Portuguesa de Oitocentos,
2.ª ed., Lisboa, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa («Biblioteca Breve»), 1983 (1.ª ed., 1979)

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Biografia de João Baptista Ribeiro

n.      25 de abril de 1790.
f.       24 de julho de 1868.

Comendador da Ordem de Cristo, cavaleiro da de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, conselheiro, director e lente jubilado da Academia Politécnica do Porto, pintor muito apreciado, etc.

Nasceu em S. João de Aregos, no distrito de Vila Real, cm 25 de abril de 1790, faleceu em 24 de julho de 1868. Revelando notável vocação para as belas artes, matriculou-se em 1802 na aula de desenho da academia do Porto, que frequentou durante sete anos, recebendo sucessivamente lições dos professores Vieira Portuense, Domingos Vieira, José Teixeira Barreto e Raimundo Joaquim da Costa, obtendo durante o curso três prémios de primeira classe.

Pelo falecimento de Vieira Portuense, sucedido em maio de 1804, foi nomeado director da aula de desenho o distinto pintor Domingos António de Sequeira, por carta régia de 8 de maio de 1806. Entrando na posse do seu cargo, escolheu entre os discípulos mais adiantados da mesma aula cinco, que lhe pareceu que revelavam mais talento, para os iniciar na arte da pintura. João Baptista Ribeiro foi um dos escolhidos, e na verdade, soube aproveitar-se das lições do mestre, e fez tais progressos, que no fim de dois anos, em 1808, pôde pintar para a festa de acção de graças que pela restauração do reino se celebrou na igreja da Graça, quatro painéis que lhe granjearam grande fama, e logo o colocaram na plana dos primeiros artistas daquele tempo. Em 1811 foi nomeado lente substituto da aula de desenho, e continuou a trabalhar, sendo sempre muito apreciado, e tanto que em 1824 foi escolhido para mestre de desenho e de pintura de miniatura, das infantas, filhas de D. João VI. Não tardou, porém, a regressar ao Porto e a cuidar da regência da sua aula, sendo em 1833 nomeado lente proprietário da mesma cadeira. Em 1836 publicou um folheto no Porto com o título: Exposição histórica da criação do Museu Portuense, com documentos oficiais para servir à historia das belas artes em Portugal, etc. Nesse mesmo ano foi nomeado director da Academia de Marinha e Comércio da Cidade do Porto, que depois tomou o nome de Academia Politécnica, continuando ele a dirigi-la, ainda depois de se jubilar como lente da mesma academia, até à data do seu falecimento.

No Periódico dos Pobres do Porto, n.º 79, de 1856, no artigo que em seguida foi transcrito no Braz Tizana n.º 82; e também no n.º 80 do Nacional de 9 de abril de 1859, vêem publicados muitos dados biográficos e notícia minuciosa dos seus trabalhos artísticos.

Informação retirada daqui
  


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Biografia de Alberto de Sousa

Ilustrador e aguarelista
Nasceu em Lisboa, em 6 de Dezembro de 1880;
morreu em Lisboa em 1961.

Aluno da Escola de Belas Artes de Lisboa e das Escola Industriais do Príncipe Real, Rodrigues Sampaio e Machado de Castro, estudou modelo vivo no Grémio Artístico e na Sociedade Nacional de Belas Artes.

Em 1897 foi admitido no atelier de desenho industrial que Roque Gameiro dirigia na Companhia Nacional Editora. Deixou o atelier em 1903 e entrou para a Ilustração Portuguesa, a revista semanal do jornal diário de Lisboa O Século, a convite do seu director, Silva Graça. Pouco tempo ficou na revista, passando a ilustrar para publicações como os jornais Mundo, Novidades, A Capital, República, entre outras. Colaborou também para publicações estrangeiras como o L'Illustration e o Illustrated London News.

Aguarelista expôs pela primeira vez em 1901, no Grémio Artístico. Em 1911 concorreu a uma exposição realizada em Madrid e em 1913 teve a sua primeira exposição individual, na redacção de A Capital, passando no começo dos anos 20 a expor regularmente.

Em 1914 foi nomeado conservador artístico na Inspecção das Bibliotecas e Arquivos Nacionais.

Em 1931 participou na Exposição Colonial de Paris com um conjunto de aguarelas dos monumentos portugueses em Marrocos. Dedicou-se também à ilustração de livros, tendo organizado muitas das obras da Enciclopédia pela Imagem.

Fontes:
Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, Enciclopédia Verbo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Biografia de Adriano Sousa Lopes

Pintor português expressionista
Nasceu em Vidigal, Leiria, em 20 de Fevereiro de 1879;
morreu em Lisboa em 21 de Abril de 1944.

Diplomado pela Academia de Belas-Artes de Lisboa, foi discípulo de Luciano Freire e de Veloso Salgado, tendo sido bolseiro em Paris e ali aluno de F. Cormon.

Em 1917, realizou uma notável exposição em Lisboa, de carácter impressionista, continuando a sua obra em termos de certa medida expressionistas, devido ao rigor do seu desenho e o atormentado da composição, e também simbolistas, além do trabalho realizado nas trincheiras da Grande Guerra, como oficial artista, e de decorações históricas, sobre temas evocativos dos descobrimentos marítimos, na Assembleia Nacional, já em 1937, e que não concluiu..

A sua faceta expressionista patenteia-se também nas suas águas-fortes, técnica em que atingiu um grau de mestria rara.

Entretanto foi nomeado director do Museu Nacional de Arte Contemporânea por recomendação de Columbano e em sua sucessão, em 1929.

Entre duas ou mais situações estéticas, coube-lhe um lugar estimável na pintura portuguesa dos anos 20-30


Fontes: 
José Augusto França
Museu Militar. Pintura e Escultura.
Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1996
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, 12.º volume 
Lisboa, Verbo,1971

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Geometria Descritiva - Vídeo - Estudo da Reta - Desafio do Bill

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

domingo, 15 de janeiro de 2017

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Geometria Descritiva - Vídeo - Estudo da Reta - Reta Horizontal

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Geometria Descritiva - Vídeo - Estudo da Reta - Reta Frontal

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Geometria Descritiva - Vídeo - Estudo da Reta - Reta Vertical

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