domingo, 31 de dezembro de 2017

Educação Tecnológica - 5º ano - Análise de um Objecto Técnico


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Educação Visual - 5º ano - Lápis de Cor


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Educação Visual - 5º ano - Caneta de Feltro


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Biografia de Herman Wall

Fotógrafo americano famoso pelas fotografias realizadas durante o Desembarque na Normandia, na 2.ª Guerra Mundial.

Nasceu em 1905;
morreu em 1997.

Herman Wall trabalhou nos balneários da Associação Cristã da Mocidade de Holywood (ACM) nos anos vinte, durante a adolescência, aproveitando para vender fotografias da equipa de basquetebol. O trabalho e as vendas ajudaram-no a pagar o curso de fotografia na escola do Centro Artístico de Hollywood.

Terminado o curso Herman tornou-se assistente e, mais tarde, sócio do fotógrafo comercial Charles Kerlee. Nessa época, o período dourado da fotografia, Herman Wall foi-se tornando cada vez mais conhecido como fotógrafo ilustrador.

Na Segunda Guerra Mundial, prestou serviço na Arma de Transmissões des de 1942, chegando ao posto de capitão e comandante da 165.º companhia fotográfica do Corpo de Transmissões em 1944. Nesta função, acompanhou a primeira vaga da 1.ª divisão de Infantaria do exército dos E.U.A. que desembarcou na praia de «Omaha» - sector «Easy Read» - em 6 de Junho de 1944. Foi ferido na praia, pouco tempo depois de desembarcar, por estilhaços de «shrapel», um dos quais lhe levou a maior parte da perna direita. Tendo recuperado a consciência, entre síncopes, várias vezes num dos barcos de evacuação de feridos, conseguiu recuperar a máquina fotográfica que tinha utilizado no desembarque, com a ajuda de enfermeiros a quem ia pedindo que a encontrassem. 

Num hospital em Inglaterra, um oficial americano mostrou-lhe as provas das cerca de 20 fotografias que tinha conseguido tirar na Normandia. Eram as fotografias tiradas nas barcaças de desembarque e na praia, com a sua câmara de 50 mm. O «Daily News» de Nova Iorque, tendo conhecimento da existência das fotografias, enviou um redactor para contactar Wall, já que o mau tempo durante os primeiros tempos da invasão tinha impedido as reportagens fotográficas. Por isso, as fotografias de Wall foram as primeiras do Desembarque a ser publicadas no jornal.

Durante a sua longa recuperação, Herman Wall casou-se, tendo posteriormente regressado a Los Angeles, continuando a trabalhar como fotógrafo. Em 1946 trabalhou para a Life fotografando a mundialmente famosa Oregon Bulb Farm, e que lhe proporcionou a publicação de uma fotografia espectacular de página dupla na revista. Regressará várias vezes à quinta, continuando a fotografar os lírios híbridos.

Em 1958 será enviado para o Médio Oriente para realizar fotografias para uma série de brochuras a publicar com o título colectivo «A Paz pela Educação», que após seis meses de estadia na Turquia e no Irão mostrarão um modo de vida em extinção. Em 1964 a Kodak mostrará algumas destas fotografias numa exposição na Feira Mundial de Nova Iorque e dá-lhe um «Special Award for Photographic Excellence». Herman Wall continuará a colaborar com a Kodak publicando na revista da empresa para profissionais, a «Applied Photography».

Fonte:
Paris-Match: «L'été le plus long», número especial de Junho de 1994. 

sábado, 23 de dezembro de 2017

Biografia de Nadar

Pseudónimo de Gaspard-Félix Tournachon. Famoso pelos seus retratos fotográficos.

Nasceu em Paris, em 5 de Abril de 1820; 
morreu na mesma cidade em 21 de Março de 1910.

Estudou medicina em Lyon, França, mas devido à falência da editora do pai teve que abandonar os estudos e começar a trabalhar. Começou por escrever para jornais assinando os seus artigos com o pseudónimo «Nadar». Em 1842 foi viver para Paris, tendo começado por vender caricaturas aos jornais humorísticos.No princípio dos anos 50, Nadar já era considerado um fotógrafo de mérito, tendo mesmo aberto um estúdio. 
Começou a ser conhecido devido às suas acções espectaculares. Mandou pintar o edifício em que o seu estúdio estava albergado de encarnado e colocou na fachada um painel de 15 metros com o seu nome. O edifício, no boulevard des Capucines, no centro dos Grands Boulevards, tornou-se uma local de referência e o estúdio um ponto de encontro dos intelectuais parisienses.

Em 1854 acabou o seu primeiro «PanthéonNadar», um conjunto de dois painéis gigantes apresentando caricaturas de parisienses conhecidos. Foi ao preparar o seu segundo «PanthéonNadar», que começou a fotografar as personagens que tencionava caricaturar. É por isso que os retratos do ilustrador Gustave Doré e do poeta Charles Baudelaire, assim como os do escritor Théophile Gautier e do pintor Eugène Delacroix, todos realizados por volta de 1855, têm uma pose natural, que contrastava com as poses hirtas e formais dos retratos da época.

Nadar era um inovador e em 1855 patenteou a ideia de utilizar a fotografia aérea na cartografia. Tipo de fotografia que só conseguiu realizar três anos depois, em 1858, quando conseguiu tirar a primeira fotografia aérea de sempre de um balão. Em 1863 publicará o Manifeste de l'autolocomotion aérienne.

A litografia satírica que Daumier realizou mostrando Nadar a fotografar Paris de um balão, e a que deu o título «Nadar elevando a fotografia à altura da Arte», divulgou a façanha e ajudou Nadar a tornar-se ainda mais famoso. Nadar continuou a ser um apaixonado pelo balonismo até ter sofrido um acidente, com a mulher e alguns amigos, a bordo do Géant, um balão gigante que tinha construído e que podia transportar 80 pessoas.

Em 1858 também começou a fotografar com luz - magnésio -  tendo fotografado, em 1860, as catacumbas e os esgotos de Paris. 

Em 1874 emprestou o seu estúdio para a realização da primeira exposição de pintura dos Impressionistas, onde pontificavam entre outros Monet, Renoir e Cézanne, tendo ficado agradavelmente surpreendido com a tempestade levantada pela apresentação da nova escola.

Em 1886, não deixando de inovar, Nadar realizou a primeira entrevista fotográfica, uma série de 21 fotografias do cientista francês Eugène Chevreul a conversar. Cada uma das fotografias tinha uma legenda com as respostas de Chevreul às perguntas de Nadar, dando uma viva impressão da personalidade do cientista.

Fontes: 
Enciclopédia Britânica;

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Biografia de Pascal Sébah

Fotógrafo turco da 2.ª metade do século 19.

Nasceu em 1823, e
morreu em 1886.

Pascal Sébath foi um conhecido fotógrafo de Constantinopla, actualmente Istambul. 

Constantinopla por ser a capital do império Otomano era uma cidade com uma população muito diversificada, e a carreira de Sébah coincidiu com o intenso interesse da Europa Ocidental pelo "Oriente," que era visto como exótico e fascinante. Pascal Sébah abriu o seu estúdio em 1857, tendo, assim como os irmãos Abdullah, um mercado assegurado a vender imagens aos turistas - da cidade, de ruínas antigas nas regiões circundantes, dos povos locais em trajes tradicionais, grande parte das vezes carregando água. 

Sébah tornou-se conhecido devido às suas composições bem organizadas, iluminação cuidada, modelos atractivos em poses bem estudadas e grande atenção aos detalhes, para além da excelente qualidade das cópias produzidas pelo seu técnico, A. Laroche. 

A carreira de Sébah desenvolveu-se rapidamente devido à sua colaboração com o pintor Osman Hamdi Bey (1842-1910). Hamdi Bey fez os seus modelos pousarem para as fotografias de Sébah, normalmente vestidos com trajes ricos. O pintor usava então as fotografias de Sébah para suas célebres pinturas a óleo "Orientalistas". 

Em 1873, Hamdi Bey foi nomeado pelo governo para dirigir a exibição otomana em Viena, e contratou Sébah para realizar grandes fotografias de modelos usando trajes populares para um luxuoso álbum de fotografias entitulado "Les Trajes Populaires de la Turquie". O álbum fez com que Sébah ganhasse uma medalha de ouro, atribuída pelos organizadores vienenses, e a uma outra medalha do Sultão otomano Abdulaziz. Nesse ano excepcional, Sébah abriu uma filial no Egipto. 

Pascal Sébah morreu em 15 de Junho de 1886, e sendo católico, foi enterrado no Cemitério latino de Ferikoy.

Fontes:
Engin Ozendes, From Sebah & Joiallier to Foto Sabah: Orientalism in Photography, Istambul, YKY, 1999.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Biografia de Gerda Taro

Repórter fotográfica.

Nasceu em Estugarda, Alemanha, em 1 de Agosto de 1910; e morreu em Madrid, Espanha, em 26 de Julho de 1937.

Gerda Taro nascida Gerda Pohorylle, em Estugarda, Alemanha, era filha de um casal polaco de educação liberal e origem judaica. A família mudou-se para Leipzig quando Gerda tinha dezanove anos. Devido à crescente influência dos nacionais-socialistas e a um novo círculo de amigos, envolveu-se em organizações de esquerda locais, tendo sido presa em 1933 por participar numa campanha de protesto anti-nazi. Percebendo que era muito perigoso permanecer na Alemanha, foi viver para Paris.

Após um ano em Paris, tendo dificuldade em encontrar trabalho, Gerda conheceu o fotógrafo húngaro André Friedmann, que viria a mudar o seu nome para Robert Capa. Gerda e André passaram a viver juntos, tendo Gerda começado a gerir a componente empresarial do trabalho de Capra, e iniciando-se na fotografia. Trabalhou na agência Alliance Photo, o que lhe proporcionou uma experiência inestimável na área do fotojornalismoe e, em Fevereiro de 1936, obteve o seu primeiro cartão de jornalista. Gerda e André, frustrados com a falta de sucesso a vender as suas reportagens, criaram um fotógrafo americano fictício chamado Robert Capa, sob cuja identidade poderiam conseguir arranjar melhores contractos, ao contrário dos muitos emigrantes judeus do leste da Europa a viver em Paris. Gerda, por sua vez, mudou o seu apelido para Taro, utilizando o do artista japonês Taro Okamoto. Ambos os nomes tinham ressonâncias de Hollywood: Capa ecoando o cineasta norte-americano Frank Capra, e Gerda Taro recordando Greta Garbo.

Quando a Guerra Civil Espanhola foi desencadeada, em 17 de Julho de 1936, Capa e Taro foram imediatamente para Barcelona. A oportunidade de poder fazer fotografia de combate, conjuntamente com a participação numa causa de esquerda, que para os emigrantes Capa e Taro era simpática, foi uma oportunidade ímpar para o casal. Fotografaram muitas vezes em conjunto as mesmas cenas. Os seus retratos deste período são facilmente distinguíveis, pois usavam câmaras que produziam negativos de diferentes proporções – Taro o formato quadrado da Rollei, e Capa o rectangular da Leica. Além disso, o trabalho de Taro revela o seu interesse em experimentar a dinâmica de ângulos de câmara da fotografia da Nova Visão. Depois de fotografar em Barcelona, dirigiram-se para oeste e depois para sul, até Córdoba, onde Capa fotografou o seu famoso "Soldado Caindo", um miliciano republicano caindo para trás numa encosta, ao ser mortalmente atingido por uma bala.

Desde o início, as fotografias de Taro e Capa foram publicadas em revistas como a Vu, reputada revista francesa ou no Züricher Illustrierte da Suíça. Embora o trabalho tenha sido creditado inicialmente a "Robert Capa", era um projecto colectivo para o qual ambos contribuíram. Os álbuns com as impressões das folhas de contacto deste período mostram que a colaboração era clara: as fotografias de Taro e Capa não estão atribuídas, estando intercaladas, havendo reportagens composta pelos dois autores.

Capa e Taro regressaram a Paris no Outono tendo feito uma segunda viagem a Espanha em Fevereiro de 1937. As fotografias desta segunda viagem são mais difíceis de distinguir, uma vez que tanto Taro e Capa trabalharam no mesmo formato rectangular de 35 milímetros. Para além de que passaram a publicar as suas fotografias com o nome "Capa e Taro," como numa fotografia de página dupla publicada no semanário francês Regards sobre os combates em Madrid. Capa permaneceu apenas brevemente em Espanha, regressando a Paris no final do mês, enquanto Taro ficou. Parece que o seu romance tinha arrefecido, e Taro estava a ter sucesso individualmente na imprensa francesa de esquerda. A partir de Março de 1937, as fotografias publicadas no Regards e no jornal de esquerda apoiante da Frente Popular Ce Soir são creditadas como "Foto Taro". Algumas das fotografias mais impressionantes de Gerda foram tiradas na Primavera de 1937 num hospital e numa morgue a seguir ao bombardeamento de Valência. Taro parece ter-se adiantado à famosa afirmação de Capa de que "se as tuas imagens não são suficiente boas, é porque não estás suficiente perto ", com as suas fotografias de vítimas civis da guerra.

Em Julho, Gerda Taro cobriu, em Madrid, o Segundo Congresso Internacional de Escritores para a Defesa da Cultura e, em seguida, deslocou-se a Brunete, nos arredores da capital, para cobrir a luta para o Ce Soir. Durante duas semanas, Taro fotografou a batalha em redor da cidade. As suas imagens foram amplamente reproduzidas, em parte porque demonstravam que os republicanos estavam defendo Brunete, apesar de os nacionalistas afirmarem o contrário. Em 25 de Julho a posição dos republicanos vacilou, e Taro viu-se sozinha no meio de uma retirada precipitada. Saltou a correr para bordo de um veículo transportando vítimas, mas um tanque raspou no carro atirando Gerda Taro ao chão. A fotógrafa morreu no dia seguinte. O seu corpo foi tresladado para Paris, onde a fotógrafa foi proclamada mártir antifascista. O seu funeral, assistido por milhares de pessoas, realizou-se no dia do que teria sido o seu vigésimo sétimo aniversário.

Fonte:
Media release sobre a  exposição de Gerda Taro realizada entre 26 de Setembro de 2007 e 6 de Janeiro de 2008 pelo International Center of Photography. 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Da Vinci



    Um pouco da história da sua vida...
    Leonardo da Vinci nasceu a 15 de Abril de 1452, na cidade de Vinci, perto de Florença; filho ilegítimo de Ser Piero, notário, e Caterina, uma jovem aldeã. (Em Vinciexiste um museu virtual sobre Leonardo e a sua cidade - cuidado com a lentidão da página!) Aos 15 anos, foi estudar com Andrea del Verrochio, um pintor de renome renascentista. A partir deste momento, Leonardo adquire uma variedade de conhecimentos que o influenciaram ao longo da sua vida. Após alguns anos de aprendizagem, Leonardo passou a viajar bastante, estando longos períodos ao serviço de mecenas, para os quais criava grandes obras de Arte e Engenharia. Desta maneira, teve a oportunidade de desenvolver os seus conhecimentos artísticos e científicos, como por exemplo, a criação de novas tintas, e novas técnicas de pintura, ou o estudo de vários domínios da Engenharia.
    Leonardo da Vinci faleceu a 2 de Maio de 1519, no castelo de Cloux, perto de Amboise, França, deixando a maior parte dos seus trabalhos ao seu último mecenas - Melzi. (Martin Kausal)

    Obra Artística
    Embora Leonardo da Vinci tenha produzido um pequeno número de pinturas, muitas das quais inacabadas, foi um artista extraordinariamente inovador. Desde cedo superou o seu próprio mestre del Verrochio, desenvolvendo uma composição mais harmoniosa que o primeiro. Já na obra Baptismo de Cristo de Verrochio (cerca de 1470), Leonardo pintou o anjo que se encontra à esquerda, no quadro. Aparentemente, Verrochio ficou tão aborrecido por ser ultrapassado artisticamente pelo seu pupilo, que decidiu nunca mais pintar!!

        Mas de todas as obras de Leonardo, a mais famosa é, sem dúvida, Mona Lisa (1503). Esta obra é conhecida tanto pelo domínio de inovações técnicas como pelo misterioso e legendário sorriso. Este quadro é exemplo de duas novas técnicas - o esfumado e o claro-escuro - introduzidas por Leonardo. (O esfumado é caracterizado por uma transição subtil entre cores; o claro-escuro é a técnica de definir formas através de contrastes de luz e sombra - poderás encontrar uma análise mais profunda no WebMuseum, Paris) Leonardo gostou tanto do quadro, que o levava sempre consigo nas suas viagens! Em Why is Mona Lisa Smiling? tentam mostar que esta adoração ao quadro se justificava por ser um auto-retrato! Se te quiseres divertir um pouco, podes ver as variações sobre esta obra neste Show de Arte! Atenção: Os mais puristas irão ficar bem revoltados!!

    Obra Científica
    Claro que a face científica é o que eu mais admiro em Leonardo da Vinci! Como cientista, superou todos os seus contemporâneos. Ele percebeu, rapidamente, a importância da observação científica, precisa e cuidada, que passou a influenciar todos os seus trabalhos e estudos, inclusivé os artísticos. Infelizmente, como os seus códices não eram facilmente decifráveis, as suas descobertas não foram disseminadas durante a sua vida; se tal acontecesse, poderiam ter revolucionado a ciência do século XVI - ou, pelo contrário, poderiam ser reprimidas, como tantas outras antes dele!
    Mas, Leonardo realmente antecipou muitas descobertas dos tempos modernos. Entre várias outras, estudou o movimento das águas e a criação dos fósseis... Foi um dos pioneiros na hidráulica e na aerodinâmica... Realizou um vasto número de inventos geniais, como fatos de mergulho, armas militares, etc. Para ver tudo isto, é obrigatório investigar o site de Maravilhas Mecânicas e admira-te com as imagens tipo 3D dos seus inventos.
    Achas que ainda não conheces bem todos os seus desenhos e obras?! Então escolhe um destes sites: aqui tens alguns desenhos; mas, se preferires toneladas etoneladas, em todos os tamanhos...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Isabel Bishop

Pintora e escritora norte-americana nascida em Cincinnati. Aos dezasseis anos passou a Nova Iorque onde frequentou uma escola de design feminina. Foi considerada tão famosa como Mary Cassat. A sua pintura é de uma enorme harmonia e luminosidade. Deixou-se fascinar pela pintura japonesa daqueles muitos artistas que passaram e viveram em Paris Admiradora da pintura barroca de Rembrandt e Rubens os auto-retratos demonstram essa orientação. Escolheu primordialmente as mulheres como tema e os seus nus são diferentes e de grande beleza.


Biografia retirada de O Leme

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Almeida Júnior

Almeida Júnior (1850-1899) foi pintor e desenhista brasileiro.

O dia do artista plástico é comemorado em 8 de maio, dia do nascimento do pintor. Foi o primeiro pintor a retratar em seu trabalho, o tema regionalista, na fase madura de sua obra. Produziu algumas obras sacras na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária. Com seu jeito caipira chamava atenção de todos. Teve professores importantes como Jules Le Chevrel, Pedro Américo e Vitor Meireles. Abriu atelier em Itu, onde trabalhava como professor e retratista. Estudou em Paris onde produziu grande número de obras-primas.

Almeida Júnior (1850-1899) nasceu em Itu, São Paulo, no dia 8 de maio de 1850. No ano de 1869 foi para o Rio de Janeiro onde ingressou na Academia Imperial de Belas Artes. Foi aluno de Pedro Américo e de Julio Le Chevrel. No ano de 1875 foi aluno do célebre Vitor Meireles. Em 1876 o imperador D. Pedro II, admirado com o trabalho de Almeida Júnior, financiou seus estudos em Paris. Matriculado na École National Supérieure des Beaux-arts, foi aluno de Alexandre Cabanel.

Morando no bairro de Montmartre, produziu várias obras-primas, permanecendo em Paris até o ano de 1882. Em sua curta permanência na Itália, entrou em contato com grandes pintores.

De volta ao Rio de Janeiro ainda em 1882, realiza sua exposição na Academia Imperial de Belas Artes, reunindo suas obras produzidas em Paris. Em 1883 abre seu atelier em São Paulo, onde além de formar grandes nomes da pintura, realiza várias exposições. Em 1884 recebe o prêmio concedido pelo governo Imperial, A Ordem da Rosa.

José Ferraz de Almeida Júnior morreu no dia 13 de novembro no ano de 1899, em frente ao Hotel Central de Piracicaba, São Paulo, assassinado por seu primo José de Almeida e marido de Maria Laura, ao descobrir que estava sendo traído.

Muitos de seus quadros representam nosso povo. O quadro "Picando Fumo" e "Caipiras Negociando" receberam o prêmio Medalha de Ouro, em Chicago. Outros belíssimos quadros são: Belisário, Leitura, Cupido, Partida da Nação, O Importuno, Casinha Caipira, Saudade, Recado Difícil e Nhá Chica. Seus trabalhos mais representativos encontram-se na Sala Almeida Júnior da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Entre as exposições de que participou destacam-se o Salão de Artistas Franceses, Paris, 1880/1881/1882; Academia Imperial de Belas-Artes, Rio de Janeiro, 1884/1889; Exposição Internacional Colombiana, 1893 (Medalha de Ouro); Bienal de São Paulo - Sala Paisagem Brasileira em 1900 e 1953.

Biografia retirada de e-biografias

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Abramo, Lívio

1903-1992

Nascido em Araraquara (São Paulo), é considerado um dos principais nomes da gravura brasileira, com exposições por todo o mundo. Em 1962 radicou-se no Paraguai não perdendo suas raízes de artista engajado na cultura brasileira. Assinava Lívio Abramo.

sábado, 9 de dezembro de 2017

WIilhelm Camphausen


Pintor alemão do século XIX.


Nasceu em Dusseldorf. em 1818;
e morreu na mesma cidade em 16 de Junho de 1885.

Estudou com A. Rethel e F. W. Schadow, tendo-se tornado rapidamente famoso enquanto pintor de temas históricos e militares, sendo nomeado professor de pintura da Academia de Dusseldorf em 1859.

Dos seus primeiros quadros destacam-se A Fuga de Tilly, de 1841, O Príncipe Eugénio na Batalha de Belgrado, de 1843 (no Museu de Colónia), Fuga de Carlos II depois da Batalha de Worcester (na Galeria Nacional de Berlim), A Cavalaria de Cromwell (na Pinacoteca de Munique).

Mas foram quadros abordando temas alemães, ou mais precisamente prussianos, que o tornaram famoso, como Frederico o Grande em Potsdam, Frederico II e os Dragões de Bayreuth na Batalha de Hohenfriedberg, assim como os que descreveram a campanha do Schleswig-Holstein, contra a Dinamarca e a Guerra de 1866 contra o Império Austríaco, sobretudo o quadro As Linhas de Duppel após a Batalha (na Galeria Nacional de Berlim) que o tornaram famoso na Alemanha como representante da pintura histórica patriótica.

Também pintou muitos quadros de príncipes alemães, políticos e militares alemães célebres.

Fonte:
Enciclopédia Britânica, edição de 1911

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Paul Baudry


nasceu em La-Roche-sur-Yonne, na Vendeia, França, em 1828; 
morreu em Paris em 1886.

Tendo ido para Paris em 1844, com uma bolsa de estudo paga pelo seu município, estudou com Drolling, um artista sólido mas de segundo nível, tendo entrado para a escola de Belas Artes de Paris em 1845. Ganhou o Prix de Rome em 1850 pelo seu retrato de Zenobia encontrada nas margens do Araxes, após cinco tentativas infrutíferas. 

O seu talento era muito académico, cheio de elegância e graciosidade, mas um tanto falho de originalidade. No decurso da sua estadia em Itália, Baudry foi muito influenciado pelo maneirismo de Coreggio, mas também de Ticiano, como é evidente nos dois trabalhos que exibiu no Salon de 1857, que foram comprados para o Palácio do Luxemburgo, sede do Senado francês: O martírio de uma virgem Vestal e a Criança. Os seus Leda, São João Baptista, e o Retrato de Beul, exibidos ao mesmo tempo, receberam o primeiro prémio daquele ano. 

Durante este período inicial Baudry escolheu normalmente assuntos mitológicos ou na moda, um dos mais importantes sendo A Pérola e a Onda. Tentou uma única vez realizar um retrato histórico, Charlotte Corday após o assassinato de Marat, em 1861, regressando por preferência pessoal aos assuntos anteriores e aos retratos de homens ilustres do seu tempo, como Guizot, Charles Gamier, Edmond About. 

As obras que coroaram a reputação de Baudry foram as suas decorações murais, que demonstram muita imaginação e uma elevada capacidade artística de utilização da cor, como pode ser constatado nos frescos na Cour de Cassation de Paris, no Palácio de Chantilly, e nalgumas palacetes privados  como o Hotel Fould e o Hotel Paivabut, mas sobretudo nas decorações do foyer da Ópera de Paris. Estes murais, ao todo mais de trinta pinturas, entre elas composições figurativas sobre a Dança e a Música, ocuparam o pintor durante dez anos. 

Foi eleito membro do Institut de France, tendo sucedido a Jean Victor Schnetz. Dois dos seus colegas, Paul Dubois e Antoine Mercier, cooperando com seu irmão, o arquitecto Baudry, erigiram-lhe um monumento funerário em Paris, em 1890, no cemitério do Père Lachaise.

Notícia retirada daqui

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Mary Cassat


Pintora norte-americana nascida em Pittsburgo, depois radicada em França. Percorreu a Europa e estudou em Espanha, Itália e Holanda. Integrou-se em Paris no grupo de pintores impressionistas. Foi amiga da pintora Berthe Morisot. Ambas da alta burguesia, pouco dadas a convivência de cabarés, imprimiram nas suas telas o lado mais feminino e intimista da vida das suas contemporâneas. Mary Cassat ficou também famosa por ter pintado a primeira mulher condutora de carro de cavalos. Deixou uma obra extensa e é um dos nomes grandes do Impressionismo.

Notícia retirada daqui

domingo, 3 de dezembro de 2017

Minerva Chapman


Pintora norte-americana, nascida perto de Nova Iorque. Filha de um homem de negócios que partiu com a família para Chicago. Minerva estudou em diversas escolas de artes nos EUA e da Europa. Em 1886 estabeleceu-se em Paris. Foi a primeira mulher convidada, oficialmente, para expor no Salon de Paris, que abriu tarde à participação das pintoras. Minerva pertenceu à escola impressionista. Depois de viver trinta anos em Paris passou a residir em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Quando faleceu, a família tinha em seu poder mais de 700 telas. Como Minerva raramente assinava os seus quadros foi apenas reconhecida depois de 1975. Foi grande especialista em miniaturas e aguarelas. As suas paisagens são muito belas. Está bem representada no National Museum of Women in the Arts, que apenas exibe trabalhos artísticos de mulheres de todo o mundo.

Notícia retirada daqui

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Sébastien Bourdon

Nasceu em Montpellier em 1616;
morreu em Paris em 1671.

Enviado aos sete anos para Paris como aprendiz de pintor, abandonou a aprendizagem e viajou para  Bordéus e depois para Toulouse. Não tendo meios de subsistência teve de se alistar no exército. Um oficial tendo reconhecido o seu talento, conseguiu a saída de Bourdon do exército e financiou uma viagem a Itália. Bourdon trabalhou com Claude Lorrain e Nicolas Poussin.

Trabalhou em Roma de 1634 a 1637, tendo desenvolvido um talento para imitar o trabalho de outros pintores, provavelmente com intenção de iludir, já que parece que as suas obras eram vendidas como originais de outros pintores. Continuou nesta veia quando regressou a França, nunca tendo por isso criado um estilo próprio. Pintou para a catedral de Notre Dame, o palacete Grammonte para a igreja de Santo André de Chartres. Em 1648 foi um dos fundadores da Academia Real de França, tendo sido um dos seus professores.

De 1652 a 1654 foi pintor na corte da rainha Cristina da Suécia, tendo pintado dois retratos da soberana. Regressado a França, trabalhou principalmente como retratista, desenvolvendo um estilo mais pessoal, utilizando tons macios e a recriação de tecidos caindo em cascata que criam um efeito langoroso e romântico. 

Notícia retirada daqui

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pelosiro - Educação - Lista de Sites


Ensino Regular
Educadora de Infância - Link
Net Ciências - Link
Net Matemática - Link
Net Física Química - Link
Net Primeiro Ciclo - Link
Ciencias Sociais na Net - Link
Explica Filosofia - Link
Explica Geografia - Link
Explica História - Link
Departamento de Expressões - Link
Departamento de Línguas - Link
Tecnologias de Informação e Comunicação - Link

Educação Especial
A Educação Especial - Link

Educação de Adultos
Educação e Formação de Adultos - Link

Ensino Profissional
Portal Nacional de Saúde e Socorrismo  - Link
Portal Ambiental Nacional - Link
Portal Nacional da Indústria Alimentar - Link
Portal Nacional de Turismo - Link
Agricultura e Desenvolvimento Rural - Link
Ensino Profissional e Vocacional - Link
Higiene e Segurança no Trabalho - Link

Educação Sexual
A Educação Sexual - Link

Educação
Escola XXI - Link

Sónia Ilinitchna Terk Delaunay

Pintora francesa de origem russa, nasceu na Ucrânia perto de Odessa e viveu em Paris. Casou em segundas núpcias com Robert Delaunay. Admiradora dos pintores Van Gogh e Gauguin realizou em 1911 a primeira obra abstracta. São dessa época os quadros "Tango", "Bal Bullier" e "Prismes Electriques". Ligada a Portugal por aqui ter vivido (Vila do Conde) os três primeiros anos da 1ª Guerra Mundial, deixou telas inspiradas na arte popular portuguesa. O casal Delaunay também residiu em Madrid. Sónia foi um dos vultos maiores da Art Déco: desenhou moda, fez decoração de teatro, figurinos para bailados, nomeadamente para Diaghilev, criou tecidos e especialmente peças de mobiliário. Viveu em Paris de 1921 até falecer. Foi uma das mais representativas artistas da chamada arte abstracta e muito apreciada em vida.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Elena Dimitrievna Diakova

Musa do surrealismo, nasceu em Kazan (Rússia) e radicou-se em França convivendo com os surrealistas como Magritt, Breton, Aragon, Tzara. Casou com o poeta Paul Eluard e, em 1929, conheceu o pintor Salvador Dali que faria dela um dos seus temas preferidos e considerava-a sua musa. A ela se deve muito da fama de Dali com quem casou depois de enviuvar. Exerceu enorme fascínio sobre diversos artistas com quem viveu. A sua vida e a do pintor surrealista Dali foram recheadas de acontecimentos e polémicas. Viveram nos EUA e Itália. Salvador Dalí sofreu profundamente com a morte da sua companheira de uma vida, e sobreviveu-lhe escassos anos. Gala está em inúmeras telas de Dali, por esse facto é um dos corpos e rostos mais conhecidos do séc. XX.

sábado, 25 de novembro de 2017

Leonor Fini


Pintora surrealista, nascida na Argentina, filha de mãe italiana. A passagem por este país foi rápida, porque, apenas com um ano de idade a mãe, depois de se divorciar, levou-a para Trieste (Itália). Leonor (ou Eleonora) Fini frequentou os meios boémios da Europa. Foi uma autodidacta. Ficou famoso o guarda-roupa que desenhou para a bailarina Margot Fonteyn, no seu papel de Agata (a Gata) com coreografia de Rolant Petit, apresentado em Paris, sem esquecer que foi também Leonor quem desenhou o guarda-roupa para os filmes Romeu e Julieta (1954) e Satyricon(1969) do grande realizador italiano F. Fellini. Leonor Fini tem uma obra extensa e diversificada. Ilustrou primorosamente livros para crianças. Entre os mais notáveis figuram desenhos para obras de Baudelaire, Jean Genet, Sade e Edgar A. Poe. As máscaras que concebeu para a Comédie Française, para a Ópera de Paris, bem como para o Scala de Milão mostram outro lado criativo desta excepcional artista. Leonor deu-se com pintores como Picasso, Dali, De Chirico, Dali, Max Ernst com quem teve uma relação amorosa. As suas obras estão em quase todos os museus do mundo e desde o ano da sua morte, 1996, que se têm realizado retrospectivas dos seus trabalhos, como as de 1997 e 1998 em Nova Iorque e Boston.

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Biografias - Pablo Picasso

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Titina Maseli


Pintora e cenógrafa italiana, nasceu numa família de grande cultura. Era aparentada com o escritor Pirandello. O pai era filósofo, a mãe era uma apaixonada pela cultura francesa e um irmão foi cineasta. Titina seguiu Belas Artes. Expôs pela primeira vez em 1948, em Itália, depois pela Europa e EUA. Mulher livre, com amizades na esquerda era respeitadíssima em Itália. Dias antes de falecer o presidente da Câmara de Roma preparava-lhe uma festa no palácio do Quirinal para festejar os seus 80 anos. Pintora figurativa usava cores fortes e geométricas. Os seus contemporâneos como Alberto Moravia e o cineasta Michelangelo Antonioni admiravam-na e eram seus amigos. Passou a residir em Paris desde 1970. Fez dezenas de cenários para a Ópera de Paris. Foi uma reputada cenógrafa tendo assinado nomeadamente a cenografia de peças de Manuel de Falla, de Stravinsky. Trabalhou até ao fim e morreu na sua casa em Roma.

Biografia retirada daqui

domingo, 19 de novembro de 2017

Samuel Cooper



Um dos melhores pintores ingleses de miniaturas Nasceu em Londres,  em 1609, e morreu na mesma cidade em 5 de Maio de 1672.

Sobrinho de John Hoskins, célebre pintor de miniaturas no reinado de Carlos I, foi educado pelo tio, conjuntamente com o o seu irmão Alexandre, na mesma arte. Rapidamente ultrapassou em técnica o seu mentor, o que terá provocado no tio algum ciúme. Segundo Horace Walpole o «mérito de Cooper deviam muito às obras de Van Dyck, mas podia ser visto independentemente já que tinha sido o primeiro a utilizar a pintura a óleo nas miniaturas». Os seus bustos, pintados em velino sobre cartão, são excelentes na diversidade dos tons e no tratamento do cabelo, mas o desenho do pescoço e dos ombros é muitas vezes  incorrecto, que faz pensar que é por isso que deixou por finalizar muitas obras.

Por volta de 1640, e durante muito tempo, viveu e trabalhou na Rua Henrietta, em Convent Garden, na época uma zona muito na moda, sendo referido por Samuel Pepys, o célebre escritor do diário, que era seu amigo e frequentador, como o pintor, do Café de Convent Garden. A mulher deste posou para Cooper, tendo-lhe também comprado uma miniatura de Oliver Cromwell, o Lord Protector de Inglaterra durante a República. Após a Restauração, continuou a ser solicitado. Evelyn, o outro célebre diarista da época, refere-se a ele em 1662 a desenhar a face de Carlos II para as novas moedas a cunhar. A partir de 1663 receberá uma pensão anual do rei.

Visitou a França, onde permaneceu durante algum tempo, tendo pintado retratos numa escala maior do que a habitual. Algum tempo depois passou à Holanda. Morreu em Londres, tendo sido enterrado na velha igreja de Saint Pancreas. A sua mulher, cunhada do poeta Alexander Pope, recebeu uma pensão da corte francesa.

Pintou várias vezes Cromwell, e membros da sua família, assim como membros da corte restaurada inglesa, como o rei Carlos II, a rainha D. Catarina de Bragança, o futuro Jaime II e o príncipe Rupert. 


Fonte:
The Dictionary of National Biography, founded in 1882 by George Smith
Oxford, Oxford University Press, 1998;
Encyclopedia Britannica, edição de 1911 e na Internet.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Biografia de Goya

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Paula Modersohn-Becker


Quando há uns anos a célebre actriz de cinema Demi Moore, casada então com, o não menos célebre, actor Bruce Willis, apareceu na capa da revista "Vanity Fair", nua e grávida, fotografada de lado de modo a mostrar o peito e a barriga no fim da gestação, choveram críticas negativas em muitas revistas e jornais dos Estados Unidos e nos meios mais con- servadores do mundo inteiro. Com esse gesto, ela quis combater o "tabu" da nudez aliada à gravidez e, por ser bonita e famosa, mexeu com os preconceitos sociais de muitos. Mas esta atitude de Demi Moore não foi original. Há sensivelmente um século a pintora alemã Paula Modersohn-Becker pintou diversos auto-retratos não só nua como nua e grávida ostentando orgulhosamente uma barriga de futura mãe, o que não era nada vulgar no seu tempo. Só que a pintura tinha um circuito restrito (não havia ainda Internet) e não consta que os seus nus tivessem escandalizado alguém. 
            Paula Becker nasceu numa família da alta burguesia alemã, em Dresden, em Fevereiro de 1876, terceira filha de uma irmandade de sete ir mãos. A mãe era de família aristocrática (os Bützings Löwen) e o pai nascido, em Odessa, na então Rússia, oriundo de uma família de intelectuais, cujo pai era por sua vez professor universitário. Foi esse ambiente artístico e culto que rodeou a infância de Paula Becker, que começou a mostrar, aos quatro anos, uma precoce tendência para o desenho. 
            Aos 12 anos a família passou a residir em Bremen e, aos 16, Paula Becker teve as primeiras lições de desenho com o mestre Wiegandt. Depois parte para Londres, hospedando-se em casa de uma tia, e aí frequenta, durante vários meses, a Escola de Artes. Paula percorre galerias, quer aprender muito, quer saber tudo o que se passa no meio artístico. Aos 20 anos instala-se em Berlim, em casa de um tio, e vai estudar na Escola Feminina de Artes. Não é por acaso que Berlim tem um, dos apenas dois (ou três) museus mundiais, onde as obras de mulheres estão juntas, o que facilita um estudo para os investigadores e apreciadores de arte. 
            Nesta fase da sua aprendizagem, Paula Becker sente-se fascinada com os pintores flamengos, que vê em museus, em especial Holbein e Rembrandt. Sempre na ânsia de aprender mais e mais, tem lições de retrato e paisagem. 
            A pintura que nos legou é extensa e profundamente vivida e interiorizada. Deixou cerca de 400 quadros e mais de 1000 esboços e estudos. Depois do tema maternidade, aleitamento e mãe com filho o retrato ocupa um lugar de destaque, bem como os auto retratos. Outro tema da sua preferência foram as meninas. Em segundo plano das suas preferências podemos agrupar as naturezas-mortas e paisagens. Ela foi, sem dúvida, uma das pintoras que privilegiou a mulher, como tema. 
            Em 1897, Paula Becker conheceu o pintor de paisagens Otto Modershon, que foi um dos funda dores, em 1889, com Fritz Mackersen e Hans am Ende, da colónia de artistas de Worpswede, perto de Berlim, numa povoação verdadeiramente campesina, para poderem sentir e pintar a Natureza, fugindo ao academismo e à pintora burguesa. O grupo de pintores e pintoras estava integrado na vida dos aldeões, com a sua religiosidade, trabalho e costumes. Aqui viveu Paula por alguns períodos da sua curta vida e isso é patente em várias telas e desenhos a carvão. 
            Paula pintava crianças, camponesas, jovens meninas, mulheres idosas, alguns velhos (os homens mais novos passavam o dia a trabalhar no cultivo das terras), paisagens e naturezas mortas. 
            A sua primeira exposição foi nesse ano de 1897, mas Paula Becker continuava na procura de algo mais e decidiu visitar museus em Viena, na Escandinávia e também na Suíça.Entretanto, os pais, conscientes de que a carreira de pintora era extremamente difícil para uma mulher (Paula tirara um curso de educadora entre 1893-95), sugerem-lhe que vá para governanta mas ela recusa liminarmente. Conhece, em 1898, a escultora Clara Westhoff e o grande poeta austríaco Rainer Maria Rilke e essa amizade irá perdurar para sempre. Rilke (1875-1926) teve grande influência sobre a maneira de encarar a vida de Paula Becker. Era, como muitos intelectuais da época, um homem preocupado com a morte, a pobreza e o misticismo. Ele próprio foi esporadicamente secretário de Rodin que, por sua vez inspira ao poeta novas formas de poesia. A concepção decadentista da vida, muito comum na época, fazem-no questionar o homem sem Deus e chega à conclusão de que só a criação poética o redime. Foi Rilke quem traduziu, em 1913, as célebres cartas da freira portuguesa Soror Mariana Alcoforado, mundialmente conhecida. 
            Paula expõe pela segunda vez em Bremen, em 1899. Faltava ainda uma etapa importante na sua vida - conhecer Paris capital da arte nessa época, onde afluíam pintores de todo o mundo. Ali chega no ano de 1900 e fica, fascinada. Passa horas no Louvre, percorrendo as imensas salas, deixando-se impressionar pór tudo o que vê. Milet, o pintor de temas populares e campesinos marcou-a muito. Paula arranja um pequeno estúdio onde pinta e tem como amigos Clara Westhoff - que tinha lições de escultura, com o mestre dos mestres de então - Rodin, O poeta Reiner Maria Rilker e Clara casaram em 1901, no mesmo ano em que Paula casou com Otto Modersohn (que enviuvara pouco antes). A pintora passa a assinar com o nome de Modetsohn-Becker e aproveita a viagem de núpcias para visitar diversas cidades com museus, entre outras, Munique e Praga. Sabe-se que foi um casamento de amor, e Otto apreciava muito a pintura da mulher. Isso é patente na sua frase, escrita, em 1903: "Ela é uma genuína artista, como há poucas no mundo, ela é muito rara. Ninguém a conhece, ninguém a estima. Um dia tudo isso mudará". E mudou, porque a cidade de Bremen dedicou-lhe um museu e as suas telas estão espalhadas por diversos museus do mundo. A sua sensibilidade e modernidade ali está para a posteridadeidade. 
            Paula trabalhava muitíssimo sobre cada tema e procurava ser inovadora. No seu diário conta como a tinha impressionado, numa das estadias em Paris, a pintura de Cézanne, Van Gogh e Gauguin. A sua pintura é muito e ecléctica, pois passa por várias experiências. O seu traço e o uso de cores quentes nas figuras, primordial- mente femininas, têm sempre um ar sereno e são .de grande força e beleza. O auto-retrato pin-tado em 1906 a que deu o título de "Auto-retrato com colar de âmbar" é dos mais divulgados, nos livros de pintura, e tem nítidas influências de Gauguin. Mas ela é mais autêntica e original, quanto a mim, na tela "Mãe com filho reclinados". Paula Modersohn-Becker nunca enjeitou as influências que sentiu. Os críticos de arte reconheceram-lhe o pioneirismo na arte moderna. Foi talvez a primeira pintora alemã a assimilar as correntes pós-modernistas. Embora inovadora, integra-se na corrente de pintura e escultura das suas contemporâneas, hoje também famosas, como a escultora e amiga Clara Westroff (já referida), Maria Bock e Ottilie Reylander-Bôhme, entre outras. Todas elas tinham o seu estúdio pessoal, onde pintavam sozinhas. 
            Em Paris, Paula Mendershon-Becker frequentou as duas escolas de pintura mais cotadas do tempo - a Academia de Cola Rossi e a Academia ]ulian. A "cidade-luz" foi muitas vezes o seu refúgio. Ali, onde passava períodos acompanhada da irmã Rema (que frequentava um curso de línguas), pintava dias e dias a fio. Ao contrário do que era vulgar, Paula Mendershon-Becker só saía para se encontrar com o casal Clara e Rilke, ir a museus ou a estúdios de artistas consagrados e esteve, como não podia deixar de ser no célebre "Salão dos-Independentes". Não fez vida boémia. O marido ficava na Alemanha e às vezes, com saudades, insistia para que regressasse a casa, mas ela só regressava quando tinha completado mais uma etapa da sua pintura. 
            Embora vivendo para a pintura, Paula não se alheava dos problemas sociais que a rodeavam. Sabia que as mulheres da viragem do século e início do século XX estavam a dar grandes pas- sos no sentido dos direitos cívicos (direito ao voto) e várias mulheres socialistas, encabeçadas por Clara Zetkin, viriam a tomar atitudes para essa emancipação. Porém, a pintora alemã não pôde assistir às conquistas mais significativas. Foi no ano da sua morte, no Congresso Socialis ta em Estugarda, que Clara Zetkin e Rosa Luxemburgo tiveram um papel fulcral na mudança de perspectiva do que deveria ser o papel das mu- lheres em todas as áreas da sociedade. 
            Numa antevisão, e porque desejou ser mãe, PauIa Mendershon-Becker, para sentir a maternidade "por dentro", pintou, em 1906, um auto-retrato grávida, mas só ficou à espera de bebé no ano de 1907. A filha, Matilde, nasceu no dia 2 de Novembro desse ano e o coração de Paula Mendershon-Becke parou de bater, devido a um ataque cardíaco, no dia 21 do mesmo mês. 
            Em 1900, como que numa premonição, escrevera no seu diário: "Sei que não viverei muito tem po. Mas porque é que isso há-de ser uma tristeza? Será que uma festa é mais bela por durar mais tempo? As minhas percepções são cada vez mais agudas - é como se tivessem que abarcar tudo nos poucos anos que me serão concedidos..."

Informação retirada daqui

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Georgia O'Keefe


Pintora norte-americana, nascida no Wisconsin, estudou pintura em Chicago e Nova Iorque. Enquadrada na pintura modernista tem telas onde pinta os sedutores arranha-céus que nos finais do séc. XIX encantaram também outras pintoras como Tamara de Lempika. Em 1916 conheceu o fotógrafo Alfred Stieglitz . Casariam em 1924 e Georgia começou por expor no seu atelier de Nova Iorque. As suas telas de paisagens e flores foram muito apreciadas a partir de 1928. As flores chamadas, em português, jarros são de enorme sensualidade e beleza. Georgia é muito justamente considerada uma das pintoras norte-americanas de maior sucesso do séc. XX.

Informação retirada daqui

sábado, 11 de novembro de 2017

Jean-Baptiste Debret



Pintor e desenhador francês que viveu no Brasil de 1816 a 1831.

Nasceu em Paris, em 18 de Abril de 1768; 
morreu na mesma cidade em 11 de Junho de 1848.

Estudou na Academia de Belas Artes de Paris, tendo sido discípulo de Jacques-Louis David. Continuou os estudos na Escola de Pontes e Estradas concluindo-os na Escola Politécnica.

Estreou-se no Salão de 1798 com um quadro com figuras em tamanho natural, com o título «O General Messénio Atistómeno liberto por uma rapariga», que lhe valeu a conquista do segundo prémio. Devido a este sucesso foi encarregue de trabalhos de ornamentação em edifícios públicos e de particulares. 

Integrou a Missão Artística Francesa ao Brasil, solicitada por D. João VI, organizada pelo marquês de Marialva, e dirigida por Debreton que chegou ao Rio de Janeiro em Março de 1816. No Brasil se manteve até  1831, pintando e desenhando todos os grandes momentos que levaram à independência do Brasil, assim como os primeiros anos do governo do imperador D. Pedro I.

No Brasil pintou o retrato de D. João VI, de tamanho natural e com trajes majestáticos, assim como de outros membros da família real. Pintou também o desembarque da arquiduquesa Leopoldina, mulher de D. Pedro, e primeira imperatriz do Brasil. 

Tendo recebido um atelier no novo edifício da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, para aí poder pintar numa grande tela a coroação imperial, ocorrida em Dezembro de 1822, reuniu oito discípulos a quem deu aulas de pintura. Desde 1820 que estava nomeado professor de pintura histórica da Academia de Belas Artes, instituição que só em 1826 começou a sua actividade. Em 1829 organizou a primeira exposição artística do Brasil, ao apresentar os trabalhos dos seus discípulos. O sucesso do acontecimento valeu-lhe ser nomeado oficial da Ordem de Cristo.

Tendo regressado a França em 1831, sendo desde 1830 membro correspondente da Academia das belas Artes do Instituto de França, publicou a partir de 1834 até 1839 uma numerosa série de gravuras na obra em 3 volumes intitulada Voyage pitoresque et historique au Brésil, ou Séjour d'un artiste français au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, ou Estadia dum artista francês no Brasil).

Informação retirada daqui

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Ademir Fogassa


Paranaense, veio para São Paulo em 1973, onde frequentou cursos técnicos de desenho e arquitetura. Autodidata nas artes plásticas, este empresário (dono de empresa de execução de maquetes) trabalha o mármore com sensibilidade e expressão.

Informação retirada daqui

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Biografia de Pablo Picasso

domingo, 5 de novembro de 2017

Biografia de Antonio Gaudí

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Biografia de Elizabeth Louise Vigée le Brun

Pintora francesa famosíssima. Com precoce talento, foi uma exímia retratista. Viveu na corte de França pintou inúmeras telas da malograda família de Luís XVI. Conhecemos a rainha Maria Antonieta em mais de trinta retratos de sua autoria. Viveu entre dois séculos e numa época de profundas mudanças sociais. Esteve exilada doze anos e foi convidada a pintar em diversas cortes europeias. Pertenceu a diversas Academias de Belas Artes como as de Florença, Roma, Bolonha, e Sampetersburgo. Viveu seis anos na Rússia. Está representada em praticamente todos os museus do mundo. Pintou mais de novecentas telas das quais setecentos retratos. Afável e generosa foi também uma pessoa muito estimada. Deixou diversos auto-retratos.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Biografia de El Greco, Domenikos Theotokópoulos

Pintor maneirista de origem grega que viveu em Espanha em finais do século 16 e princípios do século 17. Nasceu em Dito, Cândia [Eraklion], na ilha de Creta, em 1541;  morreu em Toledo, Espanha, a 7 de Abril de 1614.

Tendo nascido em Creta, então possessão da República de Veneza, e por isso cidadão veneziano, começou a sua instrução em Cândia, com João Gripiotis. Mais tarde, entre 1560 e 1566  instalou-se  em Veneza, tendo  provavelmente trabalhado no atelier de Ticiano, cuja técnica o influenciou. Em 1570 estava em Roma, vivendo no palácio do cardeal Alessandro Farnese. Foi admitido na Academia de São Lucas em 1572 com o nome de «Dominico Greco»,  como pintor em papel, tendo-se manifestado abertamente contra o Juízo Final de Miguel Ângelo, pintado na Capela Sistina. Tal posição valeu-lhe a antipatia do meio artístico de Roma, o que o terá levado a partir para Espanha, com a provável intenção de trabalhar nas obras do Escorial, mas passando primeiro por Veneza, segundo parece. Depois de uma curta estadia em Madrid a partir da Primavera de 1577, instalou-se em Toledo em 1578 onde viveu até à data da sua morte, com D. Jerónima de Las Cuevas, com quem nunca casou, mas de quem teve um filho que legitimou,  parecendo que não poderia casar, já que a mencionou em vários documentos, assim como no seu testamento.

A vida de El Greco foi passada em Toledo, vivendo das encomendas das igrejas e mosteiros da cidade e da província, e dando-se com humanistas conhecidos, estudiosos e clérigos. É sabido que o pintor era dono de uma cultura humanista muito vasta, tendo a sua biblioteca livros de autores Gregos e Latinos, assim como obras em Italiano e espanhol - as Vidas de Plutarco, poesia de Petrarca, Orlando Furioso de Ariosto, tratados de arquitectura de vários autores, incluindo Palladio,  e actas do Concílio de Trento.

A primeira encomenda que o pintor teve, logo que chegou a Toledo, foi um conjunto de pinturas para o altar-mor e dois altares laterais na igreja conventual de São Domingos o Velho existente na cidade. O próprio desenho dos altares foi feito por El Greco, no estilo do arquitecto veneziano Palladio. O quadro realizado para o altar-mor, a «Assunção da Virgem» marca  um novo período na vida do artista. A influência de Miguel Ângelo faz-se sentir no desenho das figuras humanas,  sendo a técnica - sobretudo o uso liberal da cor branca para salientar as figuras e os pormenores - claramente veneziana; mas a intensidade das cores e a manipulação dos contrastes é de El Greco.

A tendência do pintor para alongar a figura humana, aprendida em Miguel Ângelo, mas também em Tintoretto e Paolo Veronese, e em pintores maneiristas vai caracterizar toda a sua pintura.

A relação de El Greco com a corte de Filipe II foi muito breve e mal sucedida. Pintou dois quadros, a "Alegoria da Santa Liga" ("O Sonho de Filipe II" de 1578-79) e o "Martírio de S.Maurício" (1580-82). A última obra foi rejeitada pelo próprio rei, que encomendou outra para substituir a do pintor de Toledo.

Aquela que é considerada a sua obra prima é pintada após este fracasso, no relacionamento com a corte espanhola. "O Enterro do Conde de Orgaz" (1586-88, Igreja de São Tomé, Toledo) apresenta uma visão sobrenatural da Glória (o Céu) por cima de um impressionante conjunto de retratos que demonstram todos os aspectos da arte deste génio criador. El Greco distingue claramente o Céu e a Terra. Na parte de cima, o Céu é representado por nuvens de forma quase abstracta, e os santos são altos e com expressão fantasmagórica. Na parte de baixo, a escala e a proporção das figuras é normal. De acordo com a lenda, Santo Agostinho e Santo Estêvão aparecem miraculosamente para colocar o conde de Orgaz no túmulo, como prémio pela sua generosidade para com a Igreja. O jovem representado ao lado do corpo do conde é o filho do pintor, Jorge Manuel. Os homens, vestidos contemporaneamente, que estão presentes no funeral são membros proeminentes da sociedade toledana do século XVI. A técnica de apresentação da composição é integralmente maneirista, já que toda a acção se desenrola no primeiro plano.

De 1590 até à sua morte o número de obras pintadas é extraordinário. Sendo que algumas das suas encomendas mais importantes se realizam nos últimos 15 anos da sua vida. O que caracteriza este  período da vida de El Greco é o alongamento extremo dos corpos das figuras pintadas, como na "Adoração dos Pastores" (Museu do Prado, Madrid) pintado entre 1612 e 1614, na "Visão de São João" ou na "Imaculada Conceição" pintada de 1607 a 1613 (Museu de Santa Cruz, Toledo).

Nas três paisagens que pintou, o pintor demonstrou a sua tendência mais característica de dramatizar mais do que descrever, e no seu único quadro que tem a mitologia por assunto, o "Laokoon" de 1610-14, mostrou ter pouco respeito pela tradição clássica. 

Os seus retratos, se são menos numerosos do que as suas obras de carácter religioso, não deixam de ter a mesma qualidade. Tendo pintado personagens da Igreja, como "Frei Felix Hortensio Paravicino (1609) e o "Cardeal Don Fernando Niño de Guevara" (1600), assim como personalidades da sociedade de Toledo, como "Jeronimo de Cevallos" (1605-1610), ou o célebre "O Cavaleiro com a mão no peito" (Museu do Prado) de 1577 a 1584, e outros, todos são característicos dos meios simples com que o artista  criou caracterizações memoráveis, que o colocam numa posição proeminente enquanto retratista, ao lado de Ticiano e de Rembrandt.

El Greco não deixou escola. Após a sua morte, alguns artistas, incluindo o seu filho, realizaram cópias dos seus trabalhos, mas de muito pouca qualidade. A sua arte era demasiado pessoal para poder sobreviver, até porque o novo estilo Barroco começava a impor-se com Caravaggio e Carracci.


Fontes:
Enciclopédia Britânica: "El Greco"

Biografia retirada daqui

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Biografia de François-Xavier Fabre

Pintor, gravador e coleccionador francês. 

Nasceu em Montpellier em 1 de Abril de 1766; 
morreu na mesma cidade em 16 de Março de 1837.

Filho de pintor Fabre começou a sua vida profissional como moço de cozinha do marquês de Montferrier. Este, tendo notado o seu talento de desenhador, encorajou-o a estudar, o que o jovem fará com Jean Coustou (1719-1791) na academia de artes da sua cidade natal, antes de entrar, em 1783, para o estúdio de Jacques-Louis David. Os estudos em Paris foram apoiados por Philippe-Laurent Joubert, financeiro e coleccionador de arte francês, que viu os seus esforços recompensados quando o seu protegido conseguiu, em 1787, o grande prémio de Roma, com o quadro Nebuchadnezzar ordenando a execução dos filhos de Zedekiah, o segundo pupilo de David a consegui-lo. Este sucesso foi consolidado com quatro anos de estudos na Academia de França em Roma e com o entusiasmo com que o seu quadro A Morte de Abel foi recebido no Salão de Paris de 1791.

As simpatias monárquicas de Fabre fizeram com que se mantivesse em Itália durante quase toda a sua vida, afastando-o das convulsões revolucionárias e napoleónicas da França, tendo ido viver para Florença em 1793. Amigo do conde Vittorio Alfieri (1749-1803), um poeta dramático italiano de nomeada, e da sua amante a condessa de Albany (1752-1824), aristocrata belga, mulher do príncipe Carlos Eduardo Stuart, o pretendente católico ao trono inglês, tornou-se membro da Academia de Belas-Artes de Florença. Professor, coleccionador e negociante de arte, François-Xavier Fabre tornou-se um membro importante da sociedade florentina.

As rápidas mudanças nos gostos, a falta de apoio dos seus clientes e a doença, fizeram-no abandonar a pintura histórica, passando a dedicar-se aos retratos, paisagens e gravuras, mantendo-se de qualquer maneira um defensor do neo-classicismo de David.

Em 1824 herdou da sua amante, a condessa de Albany, ela própria herdeira do conde Alfieri, uma substancial colecção de arte, que compreendia 224 quadros, 26 desenhos, 72 gravuras, 4 mármores, 6 bronzes e 30 gessos. Decidido a regressar a Montpellier, doou as obras de arte à sua cidade natal, que o acolheu triunfalmente em 26 de Julho de 1826. Feito barão pelo rei de França Carlos X, em 1828, será o primeiro conservador do Museu Fabre inaugurado nesse mesmo ano no seu dia de aniversário.

Biografia retirada daqui

domingo, 29 de outubro de 2017

Biografia de Guido Gagnacci

Pintor italiano do século XVII

Nasceu em San Arcangelo di Romagna, Itália,  em 20 de Janeiro de 1601; morreu em Viena, Áustria, em 1663.

Pintor italiano, estudou em Bolonha com Guido Reni de 1616 a 1621, indo depois para Roma onde  terminou a sua educação com Guercino.

A sua primeira obra documentada, a Procissão do Santíssimo (1627, na Igreja paroquial de Saludecio), fazia parte de um projecto mais vasto que nunca foi concretizado. Para a mesma igreja pintou, na mesma altura, um quadro sobre São Sixto II.

Em 1628 vivendo em Rimini, tentou raptar uma viúva aristocrata, a condessa Teodora Stivivi, para obrigar a família a consentir no seu casamento. A tentativa fracassou, fazendo com que Teodora entrasse num convento, donde só saiu para casar de novo, e teve consequências para o pintor que afectaram o decurso da sua carreira. 

Trabalhou nos arredores de Rimini até 1631, tendo pintado algumas obras importantes, caracterizadas por um claro-escuro dramático, que parece sugerir que esteve em contacto com discípulos de Caravaggio, sobretudo Orazio Gentileschi, em Roma.

De 1642 a 1644 esteve em Forli, na capela da Madonna del Fuoco, onde pintou algumas das suas principais obras, mas teve de abandonar o trabalho, quando se soube o que se tinha passado em Rimini. Foi para Faenza, depois Bolonha e finalmente Veneza, onde já trabalhava em 1648, tendo aí vivido mais de dez anos, começando por usar um nome falso.

É a época em que deixa de ter encomendas de instituições religiosas, e começa a trabalhar para particulares oferecendo-lhes quadros de mulheres famosas, como Lucrécia, Cleópatra, Maria Madalena -, e obras com motivos alegóricos.

O fim da sua vida passou-o em Viena, na corte de Leopoldo I, onde viveu de 1660 até à sua morte ocorrida em 1663, tendo aí pintado algumas das suas principais obras.

Quando se soube da sua morte em Rimini, Monsenhor Giacomo Villani escreveu no seu diário: «pintor de feliz engenho, mas de infeliz fortuna».

Fonte:
Grove Dictionary of Art

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Biografia de Marcus Gheeraerts, o Moço

Retratista flamengo de finais do séc. XVI, princípios do XVII.

Nasceu em 1562; 
morreu em Londres em 1636

Retratista flamengo, nascido em 1562, viajou para a Inglaterra com o seu pai Marcus Gheeraerts, o Velho (c.1530-c.1590), um gravador e pintor que se estabeleceu em Londres em 1568. 

Marcus o Moço foi provavelmente o principal retratista da sociedade londrina no pico de sua carreira. A sua popularidade começou a diminuir a partir de 1615, não sendo fácil distinguir o seu trabalho de alguns dos seus contemporâneos. 

A obra mais famosa que lhe é atribuída é o extraordinário retracto em tamanho real da rainha Isabel I conhecido pelo retrato de «Ditchley». O quadro pintado por volta de 1592 pertence à National Portrait Gallery de Londres, retracta a rainha de pé sobre um mapa de Inglaterra.

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Biografia de Francisco José de Goya Y Lucientes

Pintor espanhol de finais do séc.18 e princípios do séc. 19.
Nasceu em Fuentedetodos, Aragão, Espanha, em 30 de Março de 1746; 
morreu em Bordéus, França, em 16 de Abril de 1828.

Filho do mestre dorador José de Goya e de Gracia Lucientes, começou os estudos em Saragoça, ensinado pelo pintor José Luzán, instruído em Nápoles, professor na Academia de Desenho de Saragoça, e foi, mais tarde, em Madrid, pupilo do pintor da corte espanhola Francisco Bayeu, tendo casado com a irmã deste em Julho de 1773.

Em 1770 foi para Itália continuar os estudos, pelos seus próprios meios, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde foi encarregado de pintar frescos para a Catedral local. este trabalho foi executado a espaços durante os dez anos seguintes, até que se incompatibilizou com a Junta da Fábrica [da Basílica de Nossa Senhora] do Pilar.

Em 1775, tendo passado a viver em Madrid, chamado pelo seu cunhado, Francisco Bayeu, foi encarregue de pintar a primeira série de cartões, de um lote que acabaria por chegar em 1792 às 60 pinturas, para a Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara. Neste trabalho foi dirigido pelo artista alemão Anton Raphael Mengs, um dos expoentes do Neoclassicismo, e director artístico da corte espanhola, com o título de Primeiro Pintor da Câmara.

Em 1780 foi eleito membro da Real Academia de São Fernando de Madrid, sendo admitido com um quadro intitulado «Cristo na Cruz». Em 1785 tornou-se director-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor do rei Carlos III. Desta época pertencem os primeiros retratos de personagens da corte espanhola, que começaram com o quadro do Conde de Floridablanca (1783), continuando com o retrato de «Carlos III, caçador» e que terminam com os quadros oficiais do novo rei, Carlos IV, e rainha, Maria Luísa (1789). Retratos em poses convencionais, mas de uma elegância que os relaciona com os retratos de Velasquez. 

Nomeado Pintor da Câmara pelo novo rei de Espanha, Goya torna-se neste período, que acabará em 1808, com a invasão francesa da Espanha, o artista mais bem sucedido de Espanha naquela época. Em 1792, viajando pela Andaluzia, sem autorização real, adoece gravemente, só se restabelecendo em Abril de 1793, ficando surdo. São desta época as pinturas de gabinete que representam cenas que representam diversões típicas, mas que terminaram em 1799 com «O Manicómio». 

Dessa viagem pelo sul de Espanha nasce a amizade com a duquesa de Alba, que retratará, assim como ao seu marido, em 1795. Em 1796 e 1797 Goya visitará  em estadias prolongadas a duquesa de Alba nas suas propriedades na Andaluzia, começando a produzir as gravuras em áqua-tinta a que dará o nome de «Os Caprichos», e que acabarão por constituir uma longa série de 80 gravuras. Quando as termina, em Fevereiro de 1799, coloca-as à venda na loja de perfumes por baixo da sua casa em Madrid. Mas progressivamente vai retirando-as de venda, possivelmente por se reconhecer terem referências a pessoas conhecidas.

Em 31 de Outubro de 1799 foi nomeado Primeiro Pintor da Câmara, com direito a coche. Em 1803 deu ao rei as chapas dos «Caprichos», em troca de uma pensão para o filho Francisco Xavier, nascido em Dezembro de 1784. Em 1798, começa a sua segunda época de retratos de figuras públicas, pintando o ministro Jovellanos e o embaixador francês Guillemardet, passando pelo seu  famoso retrato da família real espanhola (1800-1801) e terminando nos retratos, do marquês de San Adrián (1804) e de Bartilé Sureda (1806).

Em 1808, o general Palafox chama-o a Saragoça para pintar as ruínas e episódios da defesa heróica da cidade contra os franceses. Mas em Dezembro de 1809 Goya jura fidelidade a José Bonaparte, «nomeado» rei de Espanha pelo irmão Napoleão, imperador dos franceses, recebendo em 1811 a condecoração da Ordem Real de Espanha. É desta época a realização dos «Desastres da Guerra» que se prolongarão até 1820, e que, devido ao seu estilo impressionista influenciarão pintores franceses do século XIX, como Monet.

Em 1814, começando o seu processo de «purificação» das suspeitas de colaboracionismo com o regime do «rei José», entrega os primeiros testemunhos que declaram que Goya não era afecto ao governo intruso, pintando os quadros «O Dois de Maio ou a Carga dos Mamelucos» e os «Fuzilamentos da Moncloa», para perpetuar a resistência e a luta do povo espanhol contra Napoleão Bonaparte. Em Dezembro termina o quadro equestre do general Palafox.

No ano seguinte a Inquisição abre um processo por obscenidade pela suas «Majas», mas o pintor consegue a «purificação», sendo-lhe restituído a função de Primeiro Pintor da Câmara. Pinta vários retratos de Fernando VII, após a sua restauração, evocando melhor que ninguém a personalidade cruel do rei.

Com o fim do triénio liberal (1820-1823), o falhanço de uma nova tentativa de instauração de um regime liberal em Espanha (1824), e o reacender das perseguições, pede autorização para ir para França, para as Termas de Plombières, por motivos de saúde, partindo em Maio de 1824.

Em Setembro desse ano instala-se em Bordéus, morrendo em 1828.

Fontes: 
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Biografia de Geoffrey Hunt

Artista contemporâneo de temas navais.
Nasceu em 1948;

Geoffrey Hunt estudou desenho gráfico nas Escolas de Arte de Kingston e Epsom entre 1966 e 1970. Depois de dois anos de actividade no sector da publicidade, tornou-se pintor e desenhador independente.

Foi director artístico do Warship Journal de 1977 a 1979, tendo sido o responsável gráfico e tipográfico de muitos livros sobre assuntos náuticos editados pela Conway Maritime Press.

Em 1979, acompanhado da mulher, foi navegar para o Mediterrâneo, a bordo do seu iate Kipper. Quando regressou a Inglaterra passou a dedicar-se à pintura de assuntos náuticos. A sua obra está representada em colecções públicas e privadas, sobretudo na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, mas também no resto do Mundo.

Em 1981 foi convidado a pintar as capas dos livros da célebre série sobre a Royal Navy na época das guerras da Revolução e do Império, contando as aventuras do capitão Aubrey e de Stephen Maturin, escritas pelo escritor Patrick O'Brien. A série, começada em 1970 com o título "Master and Commander", e de que alguns livros foram traduzidos e editados em Portugal, acabou por ter todas as capas dos 20 volumes da série pintadas por Geoff Hunt.

Em 1989 o Museu Real Naval de Portsmouth, em Inglaterra, adquiriu a série de doze quadros que Hunt tinha pintado sobre a actividade da Marinha britânica durante as guerras napoleónicas.

Foi eleito membro da Sociedade Real de Artistas Navais (Royal Society of Marine Artists), tendo servido como seu Tesoureiro em 1992, sendo actualmente seu Tesoureiro Honorário.

Geoffrey William Hunt vive em Wimbledon, Inglaterra, com a mulher e os seus dois filhos.

Biografia retirada daqui

sábado, 21 de outubro de 2017

Biografia de William Hogarth

Pintor e gravador inglês do século XVIII.
Nasceu em Londres, Inglaterra, em 10 de Novembro de 1697, e  morreu na mesma cidade em 25 de Outubro de 1764.

Quinto filho de Richard Hogarth, um mestre escola do Norte de Inglaterra que abriu um café em Londres, tendo sido preso devido às suas dívidas, ao terminar em 1718, ano da morte pai, a sua aprendizagem na oficina de Elis Gamble, um gravador seu familiar, começou a partir de Abril de 1720 a trabalhar como gravador independente em cobre, tendo-se tornado conhecido em 1726 pelas suas ilustrações para o romance Hudibras, publicado nesse mesmo ano por Samuel Butler. As suas primeiras gravuras alegóricas, The South Sea Scheme e  The Lottery, que tiveram bastante sucesso, deram origem às suas sátiras gravadas a preto e branco que o tornaram conhecido em Inglaterra e internacionalmente. Começou a pintar por volta de 1728, depois de ter estudado na academia gratuita de Sir James Thornill, em Convent Garden, artista de quem se tornará amigo e que se tornará seu sogro, realizando pequenas cenas de grupo tais como A Musical Party (1730?), por volta de 1735 já tinha estabelecido uma reputação como pintor de costumes, por meio de duas séries de pinturas, A Harlot's Progress (1731-1732, destruído pelo fogo em 1755) e A Rake's Progress (1735). Por meio das colecções de gravuras que fez destas pinturas, Hogarth ganhou a reputação de ser um brilhante artista satírico. Sofrendo com a pirataria das suas gravuras mais populares, conseguiu em 1735 a aprovação de uma lei sobre direitos de autor, conhecida por Lei de Hogarth, e oficialmente como Engravers' Copyright Act. Criou logo a seguir a Academia de Saint Martin's Lane, uma escola para jovens gravadores. 

Dois dos trabalhos  mais ambiciosos de Hogarth, embora pouco característicos da sua obra, são os murais The Good Samaritan  e The Pool of Bethesda pintados na escadaria do Hospital de São Bartolomeu em Londres (1735 a 1736). Estes murais foram executados no estilo grande, um estilo barroco muito ornamental, que utilizava assuntos mitológicos, muito popular na arte francesa e italiana da época. 

Em 1743  Hogarth terminou as seis pinturas intituladas Marriage à la Mode, e em 1745 seguiram-se as gravuras baseadas nestas pinturas. A sátira de Hogarth ao casamento por dinheiro, os detalhes sobre a vida das classes abastadas, a sua mestria na apresentação de cenas complexas encontram provavelmente a sua mais alta expressão nesta série, considerada o seu trabalho de maior qualidade. A este período pertencem também muitos de retratos de Hogarth. Entre os seus melhores  retratos encontram-se o de Garrick as Richard III (1745) e The Shrimp Girl (c.1740-43). 

Em 1753 Hogarth escreveu The Analysis of Beauty, uma afirmação dos seus princípios estéticos. Quatro anos mais tarde foi nomeado pintor do rei Jorge II. Durante os últimos anos da sua vida, Hogarth enleou-se em polémicas de carácter político com o controverso político reformista britânico John Wilkes, que tinha satirizado numa gravura em que o representou com uma peruca em forma de corno e um barrete simbólico da liberdade que transforma num halo para si próprio. Wilkes retaliou com um ataque no seu jornal The North Briton. 

A última gravura de Hogarth, The Bathos, que pretendia ser um trabalho de despedida, foi publicada em 1764. Morreu em Chiswick em 26 de Outubro 1764. No seu monumento está um epitáfio escrito pelo seu amigo, o actor David Garrick

Fonte:
Enciclopédia Britânica

Biografia retirada daqui
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