quinta-feira, 11 de maio de 2017

Biografia de Domenico Pellegrini

Pintor italiano

Nasceu em Galliera di Bassano, Pádua, em 19 de Março de 1759;
morreu em Roma em 4 de Março de 1840.

Estudou na Academia de Belas Artes de Veneza, sendo discípulo de Lodovico Gallina. Ganhou os primeiros prémios em 1782 e 1784, tornando-se um retratista pela influência de Alessandro Longhi, o mais importante retratista veneziano do seu tempo. Amigo e protegido do escultor Antonio Canova, seu conterrâneo e um dos principais expoentes do neo-classicismo, completou a sua educação artística em Roma com o pintor Domenico Corvi, sendo influenciado por isso pelo estilo classisante de Anton Raphael Mengs. Em Roma expôs em 1788 o seu quadro Rinaldo e Armida.

Começou então a viajar. Em 1789 estava em Paris, e no ano seguinte irá estabelecer-se em Nápoles, onde pintou bastantes retratos, em concorrência com a pintora francesa Elisabeth Vigée Le Brun que vivia em Nápoles desde Abril de 1790, e onde se manterá até Abril de 1792. Pellegrini saiu de Nápoles nesse mesmo ano indo-se para Londres. Na capital britânica viverá até 1803, tendo trabalhado muito e ganho bastante, sendo influenciado pelos grandes retratistas britânicos, sir Joshua Reynolds, que já que tinha morrido quando o pintor veneziano chegou, e George Romney, que morreria em 1802. Em Londres, foi protegido pelo gravador florentino Francesco Bartolozzi, que retratou num belíssimo quadro actualmente na Academia de Veneza.

Por recomendação de Bartolozzi, estabeleceu-se em Portugal em 1803, tendo vivido em Portugal até 1810, onde continuou a sua actividade de retratista da aristocracia e personagens importantes do país, tendo pintado também, em 1805, Laura Junot  por um brevíssimo momento embaixatriz de França em Lisboa, a célebre memorialista Duquesa de Abrantes. Em 1812 estava de novo em Londres, residindo mais tarde sucessivamente em Paris, Veneza e Nápoles, até que por volta de 1820 estabeleceu-se definitivamente em Roma.

Em 1837 foi nomeado para a Academia de São Lucas, à qual se afeiçoou tanto que lhe deixou em testamento todos os seus bens, para que com esse dinheiro se instituísse um prémio para jovens artistas.

Fonte:
Enciclopedia Italiana, Vol.XXVI

terça-feira, 9 de maio de 2017

Biografia de Rembrandt Peale

Importante pintor americano de meados do século XIX.
Nasceu no Condado de Bucks, Pensilvânia, E.U.A. em 22 de Fevereiro de 1778;
morreu em Filadélfia, Pensilvânia, E.U.A. em 3 de Outubro de 1867.

Pintor, director de Museu e escritor, filho do artista e proprietário de museus Charles Wilson Peale e da sua primeira mulher Rachel Brewer, irmão de Rubens, Raphaelle e Titian Peale, começou a pintar muito novo terminando um Auto-retrato aos 13 anos de idade e um retrato de George Washington (1795) aos 17.

A carreira de Rembrandt Peale desenvolveu-se em quatro períodos. O primeiro inclui os seus primeiros retratos, como o simpático Rubens Peale with a Geranium, de 1801 e os dois retratos de Thomas Jefferson, de 1800 e 1805, que mostram a influência  do seu pai e dos estudos realizados em Inglaterra, na Royal Academy, em 1802 e 1803. Os quadros pintados a seguir ao seu regresso de França em 1810 são mais cuidados e neo-clássicos devido à influência de Jacques-Louis David. Deste período são os retratos de Joseph Louis Gay-Lussac, de 1810, Isaac McKim, de 1815 e o do General Samuel Smith, de 1817.

No terceiro período, Rembrant Peale tentou estabelecer a sua reputação artística com a produção de obras de carácter histórico, como The Roman Daughter, de 1811, ou heróico como o George Washington, Patriae Pater, de 1824, e o ambicioso The Court of Death, de 1820 assim como com os retratos sumptuosos das suas filhas, The Sisters, Eleanor and Rosalba Pearle, de 1826. No começo da década de 40 Rembrandt Peale concentrou-se na produção de cópias do seu Washington, tirando partido de ser o único artista existente na época que tinha pintado o presidente ao vivo, e de obras dos Mestres antigos.

Aspirando permanentemente à grandeza, a vida de Rembrandt foi marcada pelo seu carácter itinerante, de Filadelfia para Baltimore, de Nova Iorque para Boston, passando por Washington e Charleston, à procura de encomendas, e para a Europa à procura de inspiração. 

De 1795 a 1798, foi a Charleston, Baltimore e Nova Iorque realizando retratos para o Museu do pai. Em 1798 e 1799 trabalhou como artista itinerante no estado do Maryland. Em 1801 ajudou o pai a desenterrar as ossadas de mamíferos pré-históricos, em Newburgh, no estado de Nova Iorque, que levou para serem exibidos a Inglaterra no ano seguinte. Em 1808 e de novo em 1809 e 1810 esteve em Paris, pintando artistas e cientistas franceses para a colecção paterna. De 1813 a 1822 dirigiu o Museu de Baltimore, onde já tinha estado de 1796 a 1798, mas a instituição foi desleixada devido ao seu interesse em introduzir a iluminação a gás na cidade. Esteve em Itália de 1828 a 1830, onde copiou quadros dos antigos Mestres italianos, para coleccionadores americanos, e em 1832 - 1833 esteve de novo em Inglaterra.

Escreveu poesia, relatos de viagem, como as suas Notes on Italy, de 1835 e um manual de desenho. Em 1839 publicou The Portfolio of an Artist, e de 1855 a 1859 escreveu as suas recordações no The Crayon: A Journal Devoted to the Graphic Arts and the Literature Related to Them, publicado em Nova Iorque de 1855 a 1861.

Apesar da desigualdade do seu trabalho e de algum sentimentalismo, sobretudo nos seus últimos retratos, Peale é um importante artista americano de meados do século XIX. brilhante na utilização da côr e senhor de uma técnica invejável, revela os seus dons extraordinários nos retratos da família e de amigos. As muitas réplicas do seu Washington e o seu monumental quadro Washington before Baltimore, pintado de 1824 a 1825, tornaram-se obras de referência da pintura americana, assim como exemplos do neo-classicismo americano

Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Vol. 24, Nova Iorque e Londres, Grove, 1996, págs. 303-304.




domingo, 7 de maio de 2017

Biografia de Jean-Marc Nattier

Pintor rococo francês 

Nasceu em Paris (França),  em 17 de Março de 1685;
e morreu na mesma cidade em 7 de Novembro de 1766.

Foi instruído inicialmente pelo seu pai, o retratista Marc Nattier (c.1642-1705), e depois pelo seu tio, o pintor histórico Jean Jouvenet. Inscreveu-se na Academia Real em 1703, tendo realizado uma série de desenhos com base nas pinturas de Peter Paul Rubens, expostas no palácio do Luxemburgo e conhecidas como o ciclo de Maria de Médicis. A publicação em 1710 de gravuras baseados nestes  desenhos tornou Nattier famoso. Em 1715 viajou para Amesterdão, tendo pintado o retrato do imperador russo Pedro I, e de sua mulher a imperatriz Catarina, recusou a oferta do Czar para se radicar na Rússia.

Nattier desejava especializar-se na pintura histórica, mas a crise financeira de 1720 em França, provocada pelos esquemas de John Law,  arruinou-o, sendo obrigado a virar-se para o retrato, devido a ser uma actividade mais lucrativa. Decidiu então re... o género do retrato alegórico, em que o retratado era apresentado enquanto uma figura mitológica. Os retratos graciosos de damas da corte de Luís XV de acordo com este método tornaram-se moda, até porque o retratado podia ser bastante  beneficiado sem perder a verosimilhança. Devido ao seu sucesso, tornou-se retratista oficial das quatro filhas do rei de França em 1745.Nesta função pintou as princesas várias vezes em inumeráveis situações.

Fonte:
Enciclopédia Britânica

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Biografia de Paul Nash

Pintor surrealista inglês. Um dos mais importantes
pintores britânicos do século XX.

Nasceu em Londres, em 11 de Maio de 1889; 
morreu em Boscombe, Hantshire, Inglaterra em 11 de Julho de 1946.

Filho dum famoso advogado londrino, estudou, na St. Paul's School e em 1910, durante um curto período de tempo na Slade School of Art, de Londres, sendo de facto um autodidacta. A sua primeira influência foi o pintor e gravador, politicamente radical, de finais do século XVIII e princípios do século XIX, William Blake. De facto, de 1910 a 1914 deu pouca atenção ao Pós-impressionismo e aos modernos movimentos artísiticos londrinos.
No princípio da Primeira Guerra Mundial, Nash alistou-se nos Artists Rifles, e foi enviado para a frente ocidental. Em 1916 foi promovido a tenente no regimento de Hampshire, tendo sido reformado devido a um acidente em Maio de 1917. Tendo desenhado muitos esboços durante o serviço em campanha, pintou uma série de quadros, em estilo abstracto e denotando influências cubistas, sobre a guerra que foram muito bem recebidos pela crítica, quando expostos em finais do ano. Devido a esta exposição o chefe da Repartição de Propaganda de Guerra recrutou Nash como artista de guerra, tendo-o enviado de regresso à frente ocidental em Novembro de 1917, onde pintou uma nova série de quadros. Mas o trabalho não lhe agradou, já que não se considerava um artista, mas sim «um mensageiro que transmite as declarações dos combatentes para aqueles que querem que a guerra continue para sempre. A minha mensagem será fraca e inconsistente mas será verdadeira, esperando que faça arder as suas miseráveis almas».

Depois da guerra, Nash experimentou o surrealismo e o abstraccionismo, tendo passado a ensinar no Royal College of Art, trabalhando também como designer, gravador e ilustrador de livros. Em 1933 foi um dos principais impulsionadores da organização da Unit One, grupo de artistas ingleses que incluía Ben Nicholson, Barbara Hepworth e Henry Moore, e que defendia os aspectos formais da arte. Em 1936 ajudou a organizar a primeira grande exposição surrealista de Londres, a International Surrealist Exhibition, em que também participou.

Durante a Segunda Guerra Mundial Paul Nash integrou o Ministério de Informação e o da Aviação, tendo pintado o célebre Battle of Britain e Totes Meer (Mar Morto).


Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Nova Iorque e Londres, Grove, 1996

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Biografia de Ernest Meissonier

Pintor histórico francês.
Nasceu em 21 de Fevereiro de 1815, em Lião, França

Morreu em 31 de Janeiro de 1891, em Paris

Tendo como nomes próprios Jean-Louis-Ernest, Meissonier foi um pintor e ilustrador francês de assuntos militares e históricos, especializando-se em batalhas Napoleónicas.  

Meissonier começou por estudar com Jules Potier, então a trabalhar no estúdio de Léon Cogniet.  Nos seus primeiros anos realizou muitas ilustrações para os editores Curmer e Hetzel, mas a partir de 1834, quando completou 19 anos, expôs  regularmente no Salão francês, tendo recebido, a partir de 1840 e ao longo dos tempos, as mais importantes condecorações e prémios oficiais. A maioria das pinturas de Meissonier têm uma dimensão reduzida e como tema principal assuntos militares ou pessoas inseridas num enquadramento histórico. 

A técnica minuciosa e escrupulosa de Meissonier teve origem fundamentalmente no estudo dos pintores holandeses do Século XVII, mas o tipo de aproximação documental dos seus estudos preparatórios, tanto dos trajes como das armaduras, assim como a sua observação da natureza (como a sua análise sistemática dos movimentos dos cavalos) liga-o ao Século XIX.  Entre os seus principais trabalhos estão Napoleão III em Solferino, de 1863,  e 1814,  de 1864, ambos comemorando  campanhas militares heróicas. Mas Meissonier não deixou de capturar também os horrores da guerra em trabalhos como Lembrança da guerra civil,  de 1848-49, quadro que descreve o momento em que os insurrectos parisienses de 1848 foram dizimados nas barricadas pela Guarda Nacional Republicana

Fonte:
Enciclopédia Britânica

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Biografia de Cesare Maccari

Pintor histórico italiano.

Nasceu em Siena, Itália, em 1840; 
morreu em Roma em 1919.

Estudou decoração no Instituto de Arte de Siena tendo observado o escultor Tito Sarrocchi (1824-1900) a trabalhar no seu estúdio. Tendo-se tornado amigo de Luigi Mussini (1813-1888), pintor que se estabeleceu em Siena em 1852, ao ser nomeado director da Academia de Belas Artes, e de Alessandro Franchi (1838-1914), um especialista na execução de frescos, decidiu dedicar-se à pintura. Ganhou uma bolsa de estudo e foi estudar para Roma, tendo ganho notoriedade com Fabiola, começando depois a trabalhar na decoração da igreja do Sudário.

De 1872 a 1882 trabalhou para comerciantes de arte famosos, como o parisiense Adolphe Goupil (1806-1893), tendo travado conhecimento em Paris com o famoso pintor espanhol Mariano Fortuny y Marsal (1838-1874). 

De 1882 a 1888 pintou frescos com cenas da história romana na «salla giala» do Senado de Roma. No Palazzo Pubblico de Siena - o actual Museu Cívico -  pintou também a fresco, em 1887, «A apresentação do Plebiscito a Vítor Manuel II» e «O funeral de Vítor Manuel II». 

Maccari esteve em contacto com o pintor Nino Costa (1826-1903), chefe do grupo «I XXV della Canpagna Romana» e participou nas exposições organizadas por paisagistas em Roma. É possível que também tenha exposto com o grupo, também de paisagistas, «In Arte Libertas» em Londres no ano de 1890. Realizou também alguns trabalhos para a Igreja tendo trabalhado em Génova, de 1886 a 1889, e na Basílica de Loreto, em 1888/89 e em 1907. Neste último trabalho adoptou um estilo que combinava o neo-renascentismo, com elementos venezianos e realistas.

Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Londres e Nova Iorque, Grove, 1996, pág. 869.
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