terça-feira, 9 de maio de 2017

Biografia de Rembrandt Peale

Importante pintor americano de meados do século XIX.
Nasceu no Condado de Bucks, Pensilvânia, E.U.A. em 22 de Fevereiro de 1778;
morreu em Filadélfia, Pensilvânia, E.U.A. em 3 de Outubro de 1867.

Pintor, director de Museu e escritor, filho do artista e proprietário de museus Charles Wilson Peale e da sua primeira mulher Rachel Brewer, irmão de Rubens, Raphaelle e Titian Peale, começou a pintar muito novo terminando um Auto-retrato aos 13 anos de idade e um retrato de George Washington (1795) aos 17.

A carreira de Rembrandt Peale desenvolveu-se em quatro períodos. O primeiro inclui os seus primeiros retratos, como o simpático Rubens Peale with a Geranium, de 1801 e os dois retratos de Thomas Jefferson, de 1800 e 1805, que mostram a influência  do seu pai e dos estudos realizados em Inglaterra, na Royal Academy, em 1802 e 1803. Os quadros pintados a seguir ao seu regresso de França em 1810 são mais cuidados e neo-clássicos devido à influência de Jacques-Louis David. Deste período são os retratos de Joseph Louis Gay-Lussac, de 1810, Isaac McKim, de 1815 e o do General Samuel Smith, de 1817.

No terceiro período, Rembrant Peale tentou estabelecer a sua reputação artística com a produção de obras de carácter histórico, como The Roman Daughter, de 1811, ou heróico como o George Washington, Patriae Pater, de 1824, e o ambicioso The Court of Death, de 1820 assim como com os retratos sumptuosos das suas filhas, The Sisters, Eleanor and Rosalba Pearle, de 1826. No começo da década de 40 Rembrandt Peale concentrou-se na produção de cópias do seu Washington, tirando partido de ser o único artista existente na época que tinha pintado o presidente ao vivo, e de obras dos Mestres antigos.

Aspirando permanentemente à grandeza, a vida de Rembrandt foi marcada pelo seu carácter itinerante, de Filadelfia para Baltimore, de Nova Iorque para Boston, passando por Washington e Charleston, à procura de encomendas, e para a Europa à procura de inspiração. 

De 1795 a 1798, foi a Charleston, Baltimore e Nova Iorque realizando retratos para o Museu do pai. Em 1798 e 1799 trabalhou como artista itinerante no estado do Maryland. Em 1801 ajudou o pai a desenterrar as ossadas de mamíferos pré-históricos, em Newburgh, no estado de Nova Iorque, que levou para serem exibidos a Inglaterra no ano seguinte. Em 1808 e de novo em 1809 e 1810 esteve em Paris, pintando artistas e cientistas franceses para a colecção paterna. De 1813 a 1822 dirigiu o Museu de Baltimore, onde já tinha estado de 1796 a 1798, mas a instituição foi desleixada devido ao seu interesse em introduzir a iluminação a gás na cidade. Esteve em Itália de 1828 a 1830, onde copiou quadros dos antigos Mestres italianos, para coleccionadores americanos, e em 1832 - 1833 esteve de novo em Inglaterra.

Escreveu poesia, relatos de viagem, como as suas Notes on Italy, de 1835 e um manual de desenho. Em 1839 publicou The Portfolio of an Artist, e de 1855 a 1859 escreveu as suas recordações no The Crayon: A Journal Devoted to the Graphic Arts and the Literature Related to Them, publicado em Nova Iorque de 1855 a 1861.

Apesar da desigualdade do seu trabalho e de algum sentimentalismo, sobretudo nos seus últimos retratos, Peale é um importante artista americano de meados do século XIX. brilhante na utilização da côr e senhor de uma técnica invejável, revela os seus dons extraordinários nos retratos da família e de amigos. As muitas réplicas do seu Washington e o seu monumental quadro Washington before Baltimore, pintado de 1824 a 1825, tornaram-se obras de referência da pintura americana, assim como exemplos do neo-classicismo americano

Fonte:
Jane Turner (ed.), The Dictionary of Art, Vol. 24, Nova Iorque e Londres, Grove, 1996, págs. 303-304.




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